VIOLÊNCIA E AGRESSÃO da criança e do adolescente - 1 A legislação brasileira considera como criança a pessoa com idade entre zero e doze anos, e passíveis apenas da aplicação de medidas protetoras quando cometem infração (delinqüência) ou se encontram em situação de risco, de acordo com o art. 101 da Lei n. 8069/90, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente. A adolescência, por sua vez, se considera para pessoas entre os doze e os dezoito anos, encontrando-se as mesmas sujeitas à aplicação das mesmas medidas protetoras e à aplicação de medidas sócio-educativas (art. 112 do mesmo Estatuto da Criança e do Adolescente). Concomitantemente, a legislação imputa aos pais as medidas previstas no art. 129 do sEstatuto da Criança e do Adolescente, em caráter administrativo, possibilitanto ainda a aplicação de multa por infração ao art. 249 da mesma lei. Tais medidas citadas decorrem da filosofia de proteção integral ao menor. A pergunta que emocionalmente e moralmente fazemos é a seguinte: menor de que ou de quem? - Menor de altura, de idade, de maturidade... menor que a vítima, menor que a vontade política, que a capacidade da justiça... enfim, meno do que o que? Pretensamente as medidas de proção ao menor almejam um caráter eminentemente desenvolvimentista e formador da cidadania, enquanto as medidas sócio-educativas, pretendem-se com caráter punitivo ou recuperadoras, bem como administrativo/punitivo. A agressividade é sempre um tema da atualidade, especialmente a agressividade juvenil, atualmente relacionada às ações das gangues, dos franco-atiradores de escolas, dos queimadores de mendigos, dos homicidas de grupos étnicos, ou simplesmente dos agressivos intrafamiliares. Não devemos acreditar que a violência infanto-juvenil restringe-se aos internos da FEBEM ou às classes menos favorecidas da sociedade, conforme bem alerta Paulo Ceccarelli. Existe uma população de delinqüentes em outras classes sociais mais protegidas, seja pelos muros dos condomínios de luxo, seja por estatutos sociais não-escritos que zelam dos "bons hábitos familiares", enfim, existe uma população de delinqüentes que raramente é punida e cujos atos nunca chega aos nossos ouvidos. Os adolescentes e jovens que se destacam pela hostilidade exagerada, podem ter um histórico de condutas agressivas que remonta a idades muito mais precoces, como no período pré-escolar, por exemplo, quando os avós, pais e "amigos" achavam que era apenas um "excesso de energia" ou uma travessura própria da infância. | Índice de Comportamento Violento Psicopata e Sociopata Person. BorderlineTranstorno ExplosivoImagens CerebraisEpilepsia e ViolênciaTranst. Conduta Episódio ManíacoPsicoses e Violência Outras páginas de Psicopatias: Person. Anti-Social Person. CriminosaPsicopatia e MoralViolência no PsicopataTranst. de Conduta | ||
A conduta agressiva entre os pré-escolares e escolares é influenciada por fatores individuais, familiares e ambientais. Entre os fatores individuais encontramos a questão do temperamento, do sexo, da condição biológica e da condição cognitiva. A família influi através do vínculo, do contexto interacional (das interações entre seus membros), da eventual psicopatologia e/ou desajuste dos pais e do modelo educacional doméstico. A televisão, os videogames, a escola e a situação sócio-econômica podem ser os elementos ambientais relacionados à conduta agressiva. Embora esses três fatores (individuais, familiares e ambientais) sejam inegavelmente influentes, eles não atingem todas as pessoas por igual e nem submete todos à mesma situação de risco. O que se sabe, estatisticamente, é que a agressividade manifestada em idade pré-escolar, infelizmente evolui de forma negativa. Por isso necessitamos estudar e esclarecer os limites entre as travessuras da infância dos Transtornos de Conduta, o tão propalado excesso de energia do Transtorno Hipercinético, a responsabilidade tão meritosa, comum na criança "tipo adulto", da Depressão Infantil. Precisamos estudar e esclarecer os limites entre a "personalidade forte" da criança, relatada pelo pai com certa ponta de orgulho, das condutas completamente desadaptadas da infância e com enorme possibilidade de evoluir para um quadro mais grave. A agressividade, por si só, não pode ser considerada um transtorno psiquiátrico específico, ela é, antes disso, sintoma que reflete uma conduta desadaptada. Como sintoma ela pode fazer parte de certos transtornos. Podemos dizer até, que a conduta agressiva costuma ser normal em certos períodos do desenvolvimento infantil, está vinculada ao crescimento e cumpre uma função adaptativa. Essa agressividade normal e fisiológica também é chamada de agressividade manipuladora. Para definir a criança agressiva, ou melhor, para conceituarmos a criança agressiva, temos que compreender o conceito de Reação Vivencial. Dentro desse conceito, criança agressiva seria aquela que apresenta Reações Vivenciais hostis, recorrentes e desproporcionais aos estímulos, para a resolução de conflitos ou consecução de objetivos. Esse conceito de Reação Vivencial (não normal) ressalta o aspecto da freqüência excessiva, da desproporção e da dificuldade adaptativa. Quando a conduta agressiva está combinada com outras alterações de condutas desadaptadas, como por exemplo, com a Hiperatividade Infantil, ela apresenta um quadro mais grave, com mais problemas de interação e pior prognóstico. As crianças agressivas e hiperativas são mais problemáticas que as crianças só agressivas ou só hiperativas, e mais problemáticas que as crianças do grupo controle (Sansom, Smart, Prior e Oberklaide, 1993). Outra observação relevante é sobre a agressividade associada a alguns traços básicos da personalidade. As crianças agressivas e simultaneamente retraídas, por exemplo, têm pior adaptação que as crianças só agressivas ou só retraídas. Dessa forma, somos inclinados a pensar que a combinação de várias condutas desadaptadas aumentaria a vulnerabilidade para problemas mais sérios de agressividade. Em psiquiatria, o mau funcionamento adaptativo se considera sempre como um valioso índice de mau prognóstico. As crianças caracterizadas por hiperatividade, impulsividade e desatenção, juntamente com agressividade e que, além disso, têm uma maior disfunção adaptativa, têm maior probabilidade de serem diagnosticadas portadoras de Transtorno de Conduta e de Depressão Maior (Sheltom, Barkley, Crosswait, 1998). De qualquer forma, hoje se acredita que a agressividade já pode aparecer em idades pré-escolares e, quando se manifesta, tende a continuar. Além disso, quando a agressividade é combinada com outras condutas problemáticas e desadaptadas a evolução será muito pior. Os fatores implicados na gênese da Agressão e Violência devem ser considerados sob dois aspectos: 1. - A pessoa 2. - O meio 1. A Pessoa Os aspectos próprios da criança são basicamente o temperamento (e caráter), as diferenças de sexo e as condições neurológico-cognitivas. Temperamento Tradicionalmente se observa que as crianças agressivas costumam ter algum traço difícil na personalidade. Tal observação tem se traduzido, popularmente, por termos como personalidade forte, genioso, temperamental ou coisas assim. Esses adjetivos podem dissimular (demagogicamente) a opinião dos pais e dos avós sobre essas crianças, tentando minimizar alguma coisa que eles vêem (intimamente) como eventualmente problemática. Considerando tipos de temperamento tais como, simplesmente, ativo, variável e tímido, vamos observar que os temperamentos ativo e variável se correlacionam mais positivamente com agressividade em meninas. Em meninos as correlações hostilidade-temperamento são mais significativas entre os meninos do tipo ativo (Hinde, Tamplim e Barrett, 1993). Certos aspectos de dificuldade no controle emocional, assim como algumas outras características temperamentais observadas ainda em bebês, são bons indicadores de conduta agressiva em idade pré-escolar e aos 8 anos. As pessoas que trabalham em berçários de hospitais podem testemunhar as diferenças entre os bebês. Tem aqueles que choram mais, gritam, resmungam, dormem mais, ficam quietos, agitados, etc. Essas diferenças falam a favor de força do temperamento e da constituição na maneira do ser se relacionar com o mundo. O temperamento, responsável pela maneira como a pessoa se relaciona com a realidade, pode ser entendido como uma espécie de moderador das relações interpessoais das crianças com seus cuidadores. Através desse conceito, as crianças com um temperamento mais ativo, intenso, irritável, têm maior probabilidade de reagir de forma inapropriada ou exagerada diante de pequenas dificuldades. Essas crianças, devido a sua conduta explosiva, tendem a criar estresse na relação com a mãe, e isso poderia fazer com que essas mães tendam a dificultar o contato com esses filhos, normalmente considerados "difíceis", e tendam a considerar a conduta dessas crianças como problemáticas. Essa dinâmica implicaria uma interação mãe-filho deficiente, a qual poderia ser o início do desenvolvimento de condutas agressivas (Pattersom, Dishiom e Reide, 1992). Condição neurobiológica Algumas pesquisas procuram relacionar a atividade da enzima MonoAminaOxidase (MAO) plaquetária diminuída com uma baixa capacidade de controle dos impulsos. Níveis baixos do neurotransmissor serotonina também foram relacionados a alguns comportamentos complicados, como por exemplo o suicida, piromaníaco, agressivo e cruel. Na área dos transtornos explosivos e agressivos, recentes investigações sugerem que o aumento de serotonina pode moderar brilhantemente o caráter impulsivo e irritável nas pessoas agressivas. Por outro lado, enquanto pode haver déficit de serotonina nas pessoas agressivas, outros neurotransmissores, como a dopamina e a noradrenalina, podem estar aumentados. Portanto, há tempos já se sabe que o Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade se associa com disfunção da dopamina nos circuitos frontal-estriados e anomalias no sistema da serotonina se associam com a conduta agressiva. As estruturas límbicas e os lobos frontal e temporal são os centros onde se situam as áreas relacionadas à expressão da agressividade. Comparando-se a ativação lobo frontal do hemisfério direito com lobo frontal do hemisfério esquerdo, descobre-se que em meninas de 4 e 8 anos com Transtorno de Oposição na Infância (veja no CID.10 e no DSM.IV) há uma maior atividade frontal direita, mas os meninos, também com Transtorno de Oposição na Infância, não mostraram esta assimetria. Também não apresentam assimetria e nem predomina a atividade frontal esquerda as meninas sadias. Os meninos sadios, por sua vez, têm uma maior atividade frontal direita (para medir atividade do lobo frontal usa-se o Spect). Alguns autores (DeLacoste, Horvath e Woodwarde, 1991) sugerem que a testosterona no útero promove o crescimento do hemisfério direito em meninos, e que o estresse pré-natal materno poderia interferir neste padrão fazendo que se desenvolva mais o hemisfério esquerdo que o direito em homens, favorecendo condutas agressivas (temperamento). Mas nem por causa dessas observações as assimetrias no córtex frontal implicam direta e obrigatoriamente numa categoria diagnóstica, elas apenas podem refletir um estilo afetivo característico e uma vulnerabilidade para alguns transtornos emocionais (Baving, Laucht e Schmidt, 2000). Outra novidade nessa área de pesquisa é a relação dos Movimentos Gerais do bebê e a disposição para desenvolver algum transtorno neurológico, do tipo Transtorno de Atenção com Hiperatividade ou alguma outra conduta agressiva (Hadder-Algra e Groothuis, 1999). No período que vai da concepção até 3 a 4 meses de vida, o bebê realiza Movimentos Gerais característicos que se dividem em três fases: "preterm", "writhing" e "fidgety". Tem-se visto que uma fase "fidgety" (inquietação, intranqüilidade) medianamente anormal, no sentido da falta de fluidez nos movimentos, é preditiva de problemas de conduta em idade escolar. Experimentos realizados com animais sugerem que uma ligeira anormalidade da fase "fidgety" se associa com uma disfunção no sistema monoaminérgico, o qual explicaria sua relação com problemas de atenção. Estas disfunções monoaminérgicas poderiam ser conseqüentes a pequenas hipóxias (falta de oxigênio) precoces, incluindo no momento do parto. As implicações clínicas dessas investigações são muito interessantes: um menino com uma fase "fidgety" meio anormal, por exemplo, estaria predisposto a desenvolver um transtorno neurológico menor, um Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade e agressividade, sempre e quando haja condições ambientais adversas suficientes. Condição cognitiva As crianças com problemas de conduta podem ter dificuldades na leitura e déficits nas habilidades verbais. Moffitt (1993) encontrou um Quociente Intelectual 8 pontos abaixo da média em meninos com problemas anti-sociais (de conduta). Esses atrasos no desenvolvimento mental puderam ser relacionados com vínculo desorganizado na idade de 18 meses e com a falta de cuidados da mãe (Lyons-Ruth, Alperm e Repacholi, 1993). Tem-se observado que algumas consciências relacionadas às representações mentais da memória e das experiências passadas, podem ter implicações no controle (ou descontrole) da conduta agressiva. Uma criança que rememora eventos hostis, por exemplo, tenderia a reagir de maneira mais hostil, interpretar situações ambíguas ou neutras como se fossem ameaçantes e, por causa disso, responder de forma agressiva (Salzer, Lairde e Dodge, 1999). Diferenças de sexo Tem-se dito sempre que os meninos são mais agressivos que as meninas, que há mais casos de meninos agressivos que de meninas. Ultimamente, entretanto, essas diferenças estão diminuindo, provavelmente devido às mudanças sócio-culturais. As eventuais diferenças de conduta entre os sexos emergem na idade escolar com o processo de socialização da criança. Os meninos, quem sabe por uma questão de maior imaturidade psicoemocional fisiológica, estão menos preparados psicologicamente que as meninas para a socialização, vida em grupo, participação cooperativa e, por isso, costumam ter mais problemas de adaptação e de orientação. A hipótese que alega essa diferença de maturidade psicoemocional se estrutura na observação de defasagem dos meninos em relação às meninas da mesma idade na linguagem e nas habilidades motoras. Alguns autores afirmam que as meninas tendem a desenvolver condutas cooperativas mais precocemente, modelo que logo se aplica à situação escolar. Também se sugere que os meninos possam desenvolver, ao invés de condutas cooperativas, condutas competitivas. E isso favoreceria um modelo mais agressivo de comportamento (Prior, Smart, Sansom e Oberklaide, 1993). Alguns trabalhos procuram mostrar, também, que mães pouco afetivas podem constituir uma situação de risco e predispor, meninos e meninas, ao desenvolvimento de condutas agressivas. Entretanto, não se sabe ainda ao certo porque, mantendo-se esta situação de risco durante 3 a 4 anos, os meninos aumentavam ou mantinham a agressividade e as meninas a diminuíam. De qualquer forma, parece que a hostilidade materna é preditiva de violência e conduta agressiva para ambos sexos. Outros fatores de riscos parentais para o desenvolvimento de conduta agressiva precoce seriam, por exemplo, a ocorrência de depressão materna antes do parto, a psicopatologia materna, família com um só dos pais presentes, estressores familiares, baixo nível econômico e conflito matrimonial. 2. O Meio Existem muitos estudos com menores infratores na Europa e nos Estados Unidos indicando que a principal causa do comportamento delinqüente estaria relacionada às condições socioeconômicas das famílias. É, sem dúvida, uma visão bastante acanhada do problema e a palavra "principal" pode nos cegar para outros aspectos; trata-se de um problema do ser humano e, ao se privilegiar quase exclusivamente as condições socioeconômicas, estaríamos tirando do cenário exatamente o principal personagem, o próprio ser humano, mais precisamente, a personalidade do ser humano delinqüente. Dentro dos enfoques sócio-políticos da delinqüência, a psicóloga Maria Delfina elaborou um trabalho com jovens de Santos e São Paulo, mostrando alguns fatores de risco que podem levar o jovem à delinqüência. Para ela os principais fatores de risco para o comportamento dos infratores estão nas interações com a família e com os ambientes sociais mais próximos, como a escola, por exemplo. Refere Maria Delfina, que merecem ser destacadas as discórdias conjugais, a existência de psicopatologia (doenças mentais) na família e a rejeição pelos pares (colegas de escola). Para Maria Delfina, a influência da renda familiar no comportamento dos menores tem um papel menos determinante. A psicóloga analisou 40 menores entre 12 e 18 anos das cidades de Santos e de São Paulo. Contrariando a tese da delinqüência ser proporcional à pobreza, entre os infratores entrevistados pela psicóloga, 4 estavam situados na faixa de 2 salários mínimos; três tinham renda de 3 a 6 salários e três se concentravam na faixa de 11 a 13 salários. Contrariando a tendência em achar que os mais pobres são mais delinqüentes, a pesquisa mostrou que no grupo dos menores não-infratores, o rendimento familiar mais alto foi de 20 salários, enquanto que, entre os infratores, o maior rendimento familiar foi de 40 salários. Outro fator de risco para a criminalidade, aparentemente mais importante, foi a escolaridade, segundo Maria Delfina. No grupo de infratores, entre os que tinham idade para concluir o ensino fundamental, 15 não o fizeram. Uma pesquisa anterior, de 1997, realizada com 4.245 menores infratores, mostrou que 96,6% não haviam concluído o ensino fundamental. Destes, 15,4% eram analfabetos. É importante salientar que a literatura mostra porcentagens entre 10% e 20% de jovens delinqüentes que apresentam algum tipo de problema psicológico passível de intervenção clínica. Visões mais psicodinâmicas do problema, como faz Paulo Ceccarelli, consideram a delinqüência infanto-juvenil relacionada ao aumento do sentimento de desamparo, típico da nossa modernidade cultural, onde a descrença generalizada nos valores tradicionais, como a família, igreja, escola, etc, leva a uma intensa busca do prazer pessoal e do individualismo, em detrimento dos ideais coletivos. Nesse cenário cultural o sistema de produção, o modelo de prestígio pessoal e dos ideais de consumo substitui ou elimina de vez qualquer ideal pessoal que não se enquadre nesta referência. Uma outra origem para esta patologia social seria a imposição de padrões de valores éticos duvidosos e da busca incondicional de sucesso a que nossos jovens estão submetidos. Com tudo isso, os valores culturais de felicidade são então transformados em ideais a qualquer preço. Os pais como modelos e como educadores (ou não) Os elementos contemporâneos cogitados no estudo do aumento da violência e agressividade dos adolescentes passa também pelo declínio do papel do pai (e da mãe), subtraído que foi por vários elementos da atualidade. Primeiro vem a dissolução das famílias. Na falência da função paterna (ou materna), a busca pelo prazer consumista desembesta a rédeas soltas, para grande número de jovens. Em segundo lugar vem a tirania da liberdade incondicional, exigência que se dá sob o falso rótulo do progressismo e do politicamente correto. Liberdade é um termo que deveria ser usado no plural, liberdades. Liberdade para isso, para aquilo... e não para tudo, como exigem os adolescentes. A liberdade incondicional interessa fortemente para aqueles que sobrevivem, e muito bem, do afã juvenil em ir, comprar, beber, beber, comprar e ir. E esses mercenários da juventude não são, exatamente, donos de escolas, são empresários da noite, traficantes, os propagandistas de drogas e costumes... Em terceiro, vem a propaganda do orgasmo proporcionado pelo prazer como um fim em si mesmo, prazer do consumo, do poder, do não-perder-um-minuto, do fazer porque "todos fazem"... Convencem os jovens, por má fé, que em não se tendo..., não se é feliz. A transformação de pessoas reconhecidamente contraventoras em espécies de ídolos e de modelos de vir-a-ser, cujas atitudes criminosas são públicas e impunes, é um dos mais fortes estímulos à delinqüência. Em quarto, de acordo com palavras de Paulo Ceccarelli, se seguirmos as mudanças no Código Civil referentes ao Direito Paterno veremos que, desde o Direito Romano até hoje, houve um enfraquecimento do poder do pai sobre o filho. Tais mudanças foram mais dramáticas no final do Século XIX e início do XX, com as novas leis de mercado. Cada vez mais, em nome do "interesse da criança", instituições sociais passaram a substituir o pai. Cada vez que o "bem-estar da criança" está supostamente em jogo, o pai pode ter seu poder familiar limitado ou anulado. Mas, não devemos tomar sempre por falência da função e da autoridade paterna a omissão voluntária ou por descaso por parte dos pais. Não é isso. É antes, a perda da batalha travada com um exército muito mais numeroso. Do exército "dos inimigos" participam boa parte da mídia, que mostra a glória do sucesso, da fama e do consumo, mas não mostra os meios lícitos de se atingir essas metas, boa parte da propaganda, que convence ser obrigatórias muitas coisas, hábitos e atitudes que são, de fato, facultativas e, não finalmente, boa parte dos ditadores da moda e dos costumes, a quem interessa que as coisas tenham o rumo que estão tomando. Também a falta de habilidades sociais e os traços anti-sociais dos pais são considerados importantes fatores de risco familiar (Pattersom e Bank, 1989). Os traços anti-sociais maternos são os principais contribuintes para o desenvolvimento de interações coercitivas as quais, em ambientes familiares, excluem e dificultam a utilização de técnicas positivas de motivação e guia na educação dos filhos (Veja Personalidade Dissocial no CID.10 e Personalidade Anti-social do DSM.IV). Pais com traços anti-sociais da personalidade, além de não transmitirem uma imagem meritosa aos filhos, podem ter dificuldades para dar mostras de aprovação e incentivo para as boas atitudes de seus filhos, não respeitam sua autonomia e espaço social, além de disciplinarem inadequadamente, com excesso de permissividade quando devem ser mais fortes e exageradamente agressivos quando não precisam. E as mães? Algumas mães talvez sejam as principais artífices da falta de dever, responsabilidade e limites de seus filhos. Atitudes superprotetoras, tão ou mais graves que seu oposto, a negligência materna, acabam resultando em pessoas sem nenhuma tolerância à frustração. Pessoas sem tolerância à frustração costumam tomar a força o que querem ou, quando não conseguem, costumam encher as filas dos histéricos nos ambulatórios de psiquiatria. E a sociedade parece desculpar prontamente essas mães, afinal, como dizem, mãe é mãe... Talvez as mães confundam o papel materno com a permissividade extrema em busca da simpatia de seus filhos. Outras vezes pretendem, com essa absoluta falta de limites para seus filhos, serem tidas por moderninhas e joviais. A grande maioria das mocinhas adolescentes grávidas contam prontamente para suas mães seu estado de gestante, normalmente porque têm certeza que serão prontamente compreendidas, perdoadas e aceitas. Como se constata, essa atitude benevolente serve muito bem para uma segunda e terceira gestações indesejadas. Algumas crianças envolvidas em situações agressivas não aprenderam as habilidades sociais necessárias e desejáveis para relacionar-se com os demais, não são disciplinados para a consecução de objetivos e não aceitam críticas. Isso muitas vezes reflete um modelo de conduta aprendido no ambiente doméstico. Com freqüência as mães dessas crianças agressivas tendem a atribuir mais hostilidade às condutas de seus filhos, qualificando negativamente traços de suas personalidades e ressaltando sempre a má conduta da criança. Em vários estudos aparece uma correlação entre a agressividade infantil e a tendência das mães a realizar atribuições hostis à conduta desses filhos. (Dix e Lochmam, 1990). Não é raro que a mãe constantemente estabeleça comparações desvantajosas e depreciativas entre as condutas agressivas dessas crianças problemáticas com outras crianças e, às vezes, com seus próprios irmãos. Violência e Agressão; da criança, do adolescente e do jovem - in. PsiqWeb Psiquiatria Geral, Internet, | |||
13 de mai. de 2010
VIOLÊNCIA E AGRESSÃO da criança e do adolescente - 1
ADOLESCÊNCIA E PARTO.
A adolescência é um período de mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais que separam a criança do adulto, prolongando-se dos 10 aos 20 anos incompletos, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), ou dos 12 aos 18 anos de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente do Brasil.
As piores complicações do parto tendem a acometer meninas com menos de 15 anos e, serão piores ainda em menores de 13 anos. A mãe adolescente tem maior morbidade e mortalidade por complicações da gravidez, do parto e do puerpério. A taxa de mortalidade é 2 vezes maior que entre gestantes adultas.
A incidência de recém nascidos de mães adolescentes com baixo peso é duas vezes maior que em recém nascidos de mães adultas, e a taxa de morte neonatal é 3 vezes maior. Entre adolescentes com 17 anos ou menos, 14% dos nascidos são prematuros, enquanto entre as mulheres de 25 a 29 anos é de 6%.A mãe adolescente também apresenta com maior freqüência sintomas depressivos no pós-parto.
Em 2000, segundo Raquel Foresti, foram realizados 689 mil partos de adolescentes no Brasil, o equivalente a 30% do total dos partos do país. Hoje são mais de 700 mil partos de adolescentes por ano. O número é um golpe contra as várias iniciativas voltadas para a prevenção da gravidez na adolescência.
O que tem preocupado obstetras em geral, é a possibilidade da gravidez na adolescência ser considerada "de risco", com conseqüentes complicações por ocasião do parto. Segundo Marco Aurélio Galletta e Marcelo Zugaib, a gravidez será considerada de risco quando a gestante ou o feto estão sujeitos a lesões ou mesmo morte, em decorrência da gravidez ou puerpério (após o parto).
Segundo esses autores, a mortalidade materna e peri-natal é maior na gravidez na adolescência. No Brasil, grande parte das mortes na adolescência estão relacionadas à complicações da gravidez, parto e puerpério. As complicações mais freqüentes da gravidez e parto na adolescência são:
1- toxemia gravídica, que é uma doença hipertensiva da gravidez com fortes possibilidades de convulsões;2 - maior índice de cesarianas;3 - desproporção céfalo-pélvica, que é uma desproporção entre o tamanho da cabeça do feto e a pelve da mãe;4 - síndromes hemorrágicas, chamada de coagulação vascular disseminada;5 - lacerações perineais, envolvendo vagina e, às vezes do ânus;6 - amniorrexe prematura, que é ruptura precoce da bolsa e;7 - prematuridade fetal.
Um dos sites mais didáticos sobre sexualidade e adolescência é o Manual do Adolescente. Veja um trecho sobre gravidez, um verdadeiro beabá do tema:
"As meninas menstruam todo mês, e entre uma menstruação e outra, os ovários soltam um óvulo. Quando isto ocorre, chamamos de ovulação, e a menina encontra-se em seu período fértil, na fase em que ela pode engravidar. Pois se o óvulo encontrar um espermatozóide ele vai ser fecundado e formar um embrião, iniciando-se assim uma gravidez. Portanto, para que uma menina esteja grávida, primeiro ela tem que estar em seu período fértil. É necessário que exista o óvulo. Segundo, para formar o embrião é necessário à presença do espermatozóide. Os espermatozóides passarão ter contato com a menina quando o menino ejacular. Para haver o encontro eles devem ser depositados na vagina, o menino tem que gozar na vagina.
Muitos meninos e meninas enviam-nos perguntas para saber se ao fazer sexo anal, à menina pode ficar grávida. Sexo anal não engravida. Isso porque, os espermatozóides não vão encontrar o óvulo, são canais diferentes, o da vagina leva ao útero e o do ânus, não. Mas, pode acontecer um acidente quando o menino gozar, e escorrer um pouco de espermatozóide na vagina, e se a garota tiver no período fértil, ela poderá engravidar.
Outra situação muito prazerosa, porém, de risco quando não está usando a camisinha é, quando se fica brincando com o pênis na vagina, e na hora de gozar, tira o pênis da vagina para ejacular fora, e acaba ejaculando na entrada da vagina ou quando os meninos tiram na hora de gozar, escapa um pouquinho antes.
Uma vez formado o embrião, ele vai crescer no útero. Quando se está grávida não se menstrua, porque agora, o útero está com o neném dentro dele e, se sangrar, ele vai perder o embrião. Assim, o primeiro sinal de uma gravidez é a falta da menstruação, porque agora, o útero está ocupado em alimentar e proteger o embrião que se encontra dentro dele."
GRAVIDEZ NA ADOLESCENCIA
| GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA - 1
| Sites sobre Gravidez na Adolescência | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||
8 de mai. de 2010
A MÃE MIRINHA.
Minha amiga, irmã, e companheira,a quem devo agradecer pela amizade ,ouvidos, e carinhos.
Eu não poderia deixar de dizer aqui, a voce,MÂE e amiga que és.
MÂE não só de seus filhos e netos, mas até minha por muitas vezes.
Com estes olhos lindos que voce tem , e que transmite toda uma luta diária, nos fazendo perceber que o amor incondicional é que nos leva a perfeição.
Nestes teus gestos de carinho, onde as palavras nos caem tão bem ao coração, dizendo-nos que o dia por mais duro que esteja, vai ser sempre maravilhoso.
Neste teu afeto, que como MÂE,nos coloca no colo e nos sentimos no céu.
Deus te elegeu para que fosse portadora da amizade, carregando no coração, muitas pessoas que sei,gostariam de estar agora aqui escrevendo pra vc.
E é em nome de todas elas, amigos, filhos, netos, que desejo, do mais simples,mas mais verdadeiro sentimento,toda a felicidade que a vida posso lhe dar.
Obrigada, por fazer parte da minha história de vida,de me agarrar quando as angústias persistem, de aturar meus erros,e vencer comigo em meus acertos.
A voce MÂE MIRINHA, meu respeito, carinho e admiração.
Beijos amiga.
Continuemos na luta.
Te amo.
Sandra
RECORDAÇÕES
Naquela casa simples
Você falou pra mim
Que eu tivesse cuidado
E não sofresse com as coisas desse mundo
Que eu fosse um bom menino
Que eu trabalhasse muito
Que o nome do meu pai soubesse honrar
E nunca fosse um vagabundo
Você falou pra mim
Que eu tivesse cuidado
E não sofresse com as coisas desse mundo
Que eu fosse um bom menino
Que eu trabalhasse muito
Que o nome do meu pai soubesse honrar
E nunca fosse um vagabundo
Ainda não era dia e você me dizia:
Deus te abençoe, te guarde,
Se mantenha sempre em sua companhia.
E eu te olhei nos olhos, eu te beijei a mão
Eu disse amém
E o meu abraço fez você ouvir meu coração
Deus te abençoe, te guarde,
Se mantenha sempre em sua companhia.
E eu te olhei nos olhos, eu te beijei a mão
Eu disse amém
E o meu abraço fez você ouvir meu coração
Vida minha, vida minha
E andando pela rua
Meu pai bem junto a mim
Olhava com ternura
A lágrima molhar meu paletó de brim
Meu pai bem junto a mim
Olhava com ternura
A lágrima molhar meu paletó de brim
Toda a minha bagagem
Num banco da estação
Era de amor, coragem
As bênçãos do meu pai, a fé e um violão
Num banco da estação
Era de amor, coragem
As bênçãos do meu pai, a fé e um violão
E o tempo foi passando
E então eu compreendi
Cada palavra sua
Naquela manhã do dia em que eu parti
E então eu compreendi
Cada palavra sua
Naquela manhã do dia em que eu parti
Vida minha, vida minha
Vida minha, vida minha
Vida minha, vida minha
E veio a primavera
E as flores do jardim
Enchiam de perfume
As cartas que chegavam de você pra mim
E as flores do jardim
Enchiam de perfume
As cartas que chegavam de você pra mim
Vida minha, vida minha
Vida minha, vida minha
Recordações
Recordações
6 de mai. de 2010
A VOCES MÃES, DE NÓS MÃES
Não sabemos em qual fase de SER MÃE, voce está. mas com certeza, ja passou ou passará por elas. A de ser desajeitada, a de ser coruja, a de ser dedicada, a de ser ouvinte-psicóloga, a de ser dorminhoca de sofá esperando a balada acabar, a de ser mãe-avó que pode e deve estragar os netos com mimos etc.
Não sabemos bem.
Só sabemos que seja ela qual fase for, há de ser especial. Por que neste imenso amor que a gente sente pelos filhos, abrimos as portas do impossível para tentarmos estar atentos a toda e qualquer necessidade deles.As vezes somos agraciadas com um beijo de agradecimento, ás vezes não, mas nunca desistimos.
Acho que é este, o intuito de SER MÂE: jamais desistir de nossa missão.
Por vezes é muito dificil, e vamos nós,chorar no cantinho do fogão, no escritorio, na sala, em cima do PC, em qualquer lugar que eles não estejam, pra que não nos vejam de coração amargurado.Tolas somos nós. Deveríamos sim, chorar perto deles, e nos deixar abater as vezes por essas angústias, e lhes dizer: olha aqui boy ou patricinha, to na minha falô? não me estressa e nem me segue que eu não sou novela. kkkk( não é assim que as vezes dizem kkk).
Iriam se assustar conosco, por que somos o exemplo da bondade, da misericordia,do alento, do colo, do sustento,da manifestação do amor.
Amor exigente, como dizem meus companheiros de reuniões.
Bom, apenas estamos aqui hoje, para desejar a voces MÂES GUERREIRAS, o nosso mais profundo sentimento de lealdade. Sim lealdade, pois também somos mães a escrever neste blog, nesta global oportunidade de lhes desejar tudo que de mais precioso temos nesta jornada materna.
Que Deus proteja a todas nós, nos fazendo crer nessa possibilidade de gerar vidas numa corrente humanística de solidariedade.
Beijos a todas voces.
Sandra e Mirinha
'
Mãe,quem é voce? Maria Helena Gouveia
Mãe, quem é você?
Se estou feliz,
quantas vezes te esqueço;
se estou triste,
quantas vezes te procuro.
Mãe, quem é você,
que eu critico,
de quem eu exijo coisas tão pequenas
para satisfazer a minha comodidade,
mas a quem peço a maior ajuda
nos instantes mais difíceis?
Mãe, quem é você,
para quem eu tantas vezes
esqueço o meu carinho,
e de quem exijo tanta atenção?
Mãe, quem é você, com que discuto
e para quem peço conselhos?
Mãe, quem é você,
para quem reclamo sempre,
e para quem guardo
o abraço maior e a maior ternura.
Mãe, eu sei,
Você só é... AMOR.
Se estou feliz,
quantas vezes te esqueço;
se estou triste,
quantas vezes te procuro.
Mãe, quem é você,
que eu critico,
de quem eu exijo coisas tão pequenas
para satisfazer a minha comodidade,
mas a quem peço a maior ajuda
nos instantes mais difíceis?
Mãe, quem é você,
para quem eu tantas vezes
esqueço o meu carinho,
e de quem exijo tanta atenção?
Mãe, quem é você, com que discuto
e para quem peço conselhos?
Mãe, quem é você,
para quem reclamo sempre,
e para quem guardo
o abraço maior e a maior ternura.
Mãe, eu sei,
Você só é... AMOR.
Ser Mãe de Coelho Neto *
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração! Ser mãe é ter no alheio lábio que suga, o pedestal do seio, onde a vida, onde o amor, cantando, vibra. Ser mãe é ser um anjo que se libra sobre um berço dormindo! É ser anseio, é ser temeridade, é ser receio, é ser força que os males equilibra! Todo o bem que a mãe goza é bem do filho, espelho em que se mira afortunada, Luz que lhe põe nos olhos novo brilho! Ser mãe é andar chorando num sorriso! Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! Ser mãe é padecer num paraíso! |
CALENDÁRIO MUNDIAL DO DIA DAS MÃE
2º domingo de maio – Estados Unidos, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Austrália e Bélgica
2º domingo de fevereiro – Noruega
2º domingo de outubro – Argentina
2º dia da primavera – Líbano
1º domingo de maio - Portugal
10 de maio – México
8 de dezembro – Espanha
Último domingo de maio – Suécia
4º domingo da Quaresma – Inglaterra
AMOR DE MÃE
O Amor da mãe pode ser traduzido
em uma palavra: DOAÇÂO.
Falar desse sentimento é entender que ele
é a mais completa forma de amor.
Um amor que se doa,
coloca em primeiro plano o bem-estar,
a segurança de um outro ser.
Impossível falar de mãe
sem falar da pureza de um amor,
que diante de todo o sofrimento disse Sim: Maria.
Uma mãe que,
como tantas mães em nosso país,
olha com lágrimas nos olhos o presente
e o futuro árduo do filho.
Talvez seja por isso que a mãe Maria
se expressa em cada olhar de mãe,
em cada gesto de doação da mulher.
No rosto de uma mulher que assume
a maternidade inteiramente,
mesmo diante de tudo o que há de vir,
há a presença iluminada de um lado vivo,
mas esquecido por todos,
homens e mulheres:
O AMOR!!!!
em uma palavra: DOAÇÂO.
Falar desse sentimento é entender que ele
é a mais completa forma de amor.
Um amor que se doa,
coloca em primeiro plano o bem-estar,
a segurança de um outro ser.
Impossível falar de mãe
sem falar da pureza de um amor,
que diante de todo o sofrimento disse Sim: Maria.
Uma mãe que,
como tantas mães em nosso país,
olha com lágrimas nos olhos o presente
e o futuro árduo do filho.
Talvez seja por isso que a mãe Maria
se expressa em cada olhar de mãe,
em cada gesto de doação da mulher.
No rosto de uma mulher que assume
a maternidade inteiramente,
mesmo diante de tudo o que há de vir,
há a presença iluminada de um lado vivo,
mas esquecido por todos,
homens e mulheres:
O AMOR!!!!
3 de mai. de 2010
COISAS DE MÃE
Se os filhos estão bem alimentados,
É ela que se sente satisfeita.
Se estão risonhos e felizes,
É ela que se pega sorrindo também.
É ela que se sente satisfeita.
Se estão risonhos e felizes,
É ela que se pega sorrindo também.
Se estão de roupinha nova,
É ela que se sente bonita.
É ela que se sente bonita.
Se eles vão bem na escola,
Parece que o aproveitamento escolar é dela.
Parece que o aproveitamento escolar é dela.
Se arranjam novos amigos,
É ela que se sente popular e querida.
É ela que se sente popular e querida.
Se viajam para novos lugares,
É ela que curte o passeio, mesmo ficando em casa.
É ela que curte o passeio, mesmo ficando em casa.
A cada meta que atingem ou troféu que ganham,
É ela que curte a sensação de vitória.
É ela que curte a sensação de vitória.
Passa a gostar de rock,
Mesmo que antes não pudesse nem ouvir.
Mesmo que antes não pudesse nem ouvir.
Passa a olhar com simpatia,
Os ídolos e os amores de seus filhos.
Os ídolos e os amores de seus filhos.
Passa a adorar cachorros,
Mesmo que antes só gostasse de gatos.
Mesmo que antes só gostasse de gatos.
Desnecessário dizer o que ela sente,
Quando alguma coisa dá errado, porque, por tabela,
Ela sentirá em dose tripla,
Cada tombo, Cada perda, Cada rejeição, Cada fracasso, Cada desapontamento.
Quando alguma coisa dá errado, porque, por tabela,
Ela sentirá em dose tripla,
Cada tombo, Cada perda, Cada rejeição, Cada fracasso, Cada desapontamento.
Tudo isto são...coisas de Mãe !
Poema retirado da internet.
(mirinha)
Ame e dê vexame!
Sindrome do Pânico
Este distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por
crises súbitas, sem fatores desencadeantes aparentes. A sensação é de morte eminente, de perda de controle e medo de enlouquecer. Quando as crises acontecem com uma certa freqüência, o diagnóstico pode ser transtorno/distúrbio do pânico.
O pânico é uma reação, há muito tempo, conhecida pela humanidade. Os gregos já a descreviam e criaram toda uma explicação mitológica na tentativa de entender aquilo que temiam.
Diz a lenda que Pã, o pequeno deus do horror, ao nascer era tão feio que matou sua mãe quando ela olhou para sua face. Portanto tinha pânico aquele que ao visualizar algo tremendamente feio sofria uma paralisação.
Sente falta de ar como se fosse morrer em segundos. Acompanha essa agonia respiratória a tontura, o tremor, as mãos geladas e a sensação de impotência, de desamparo, de horror face à morte iminente; porém, sem causa aparente isso transtorna ainda mais a pessoa que o sente.
Então essa fica calada, com medo de relatar a outros e ser taxada de “louca”. A Síndrome do Pânico caracteriza-se por uma repetição desse ataque ou crises numa frequência de pelo menos 4 vezes num prazo de um mês.
As reações fisiológicas, sabe-se hoje, são produto de alteração da noradrenalina. De acordo com uma das teorias, o sistema de “alerta” normal do organismo - o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a uma ameaça - tende a ser desencadeado desnecessariamente na crise de pânico, sem haver perigo real.
Mas o aviso é como se houvesse o perigo. Por isso traz muito sofrimento a pessoa, pois ela passa a ter medo de sentir este medo que vem sem aviso e em locais e situações inesperadas, das quais a pessoa não tem controle. É isto que leva a pessoa a começar a evitar sair de casa, como ir ao restaurante, festas, viagens, pois tem medo que a crise se manifeste.
A substância chamada noradrenalina que é produzida no organismo em situações de perigo, neste caso, é produzida de maneira desregulada e sem necessidade. Ao ir para a corrente sangüínea provoca a crise, com os sintomas de taquicardia, falta de ar, sudorese, etc.
Sabe-se que pessoas sensíveis à estimulação aversiva incontrolável e/ou imprevisível são mais suscetíveis a desenvolver tal quadro. Portanto há que se investigar uma predisposição anterior a quadros depressivos, na história da pessoa e/ou de seus familiares.
No contexto social, várias poderiam ser as causas, tais como: o estresse da vida moderna, abuso de drogas, perdas afetivas importantes, além de outros fatores específicos da vida de cada um.
Além disso, o contexto da humanidade nesse século também parece ser favorável ao agravamento de tal síndrome.
Às vezes ocorre uma única vez na vida. Neste caso trata-se de um ataque de pânico ou crise de pânico.
A característica essencial é um período distinto de intenso medo ou desconforto acompanhado por pelo menos 4 dos 13 sintomas a seguir. O ataque tem um início súbito e aumenta rapidamente atingindo um pico, com duração de vários minutos e com freqüência está acompanhado por um sentimento de catástrofe eminente.
Sintomas do ataque ou crise de pânico:
- Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado.
- Sudorese
- Tremores ou abalos.
- Sensações de falta de ar ou sufocamento.
- Sensações de asfixia.
- Dor ou desconforto toráxico.
- Náusea ou desconforto abdominal.
- Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio.
- Desrealização (sensação de irrealidade) ou despersonalização.
- Medo de perder o controle ou enloquecer.
- Medo de morrer.
- Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento)
- Calafrios ou ondas de calor
Também conhecido como síndrome do pânico, nela as pessoas acometidas relatam o que sentiram com expressões como as seguintes:
“De repente, eu senti uma terrível onda de medo, sem nenhum motivo. Meu coração disparou, tive dor no peito e dificuldade para respirar. Pensei que fosse morrer”.
“Tenho tanto medo. Toda vez que me preparo para sair, tenho aquela desagradável sensação no estômago e me aterrorizo pensando que vou ter outra crise de pânico.”
Por causa dos seus sintomas desagradáveis, ele pode ser confundido com uma doença cardíaca ou outra doença grave. Freqüentemente as pessoas procuram um pronto-socorro quando têm a crise de pânico e podem passar por extensos exames médicos para excluir outras doenças.
Graças a estudos, há uma variedade de tratamentos. Atualmente os mais utilizados são os medicamentos e a psicoterapia especializada.
Pessoas com distúrbios do pânico podem necessitar de tratamento para outros problemas emocionais. A depressão tem sido freqüentemente relacionada ao distúrbio do pânico, assim como, o alcoolismo e a dependência de drogas.
DEPARTAMENTO DE SAÚDE E SERVIÇO SOCIAL - EUA - Distúrbios do Pânico. Publicação DHHS.
TUDO O QUE EU QUERIA TE DIZER
Livro de Martha Medeiros.
Acabei de le-lo esta semana, e recomendo.
Sabe aquelas coisas que vc queria dizer, pra mãe, pro filho, pro amante, pra vizinha, e que não teve coragem durante toda sua vida?
O que queria dizer e sempre volta atrás, esperando um momento certo (que nunca o faz chegar?).
è disto que se trata o livro de Martha Medeiros, essa Gaúcha que me deixa com o coração nas mãos, e a cara cheia de coragem.
Recomendo.
30 de abr. de 2010
QUANDO O AMOR VEM Á TONA
Recebi este email hoje de um amigo, e o achei maravilhoso. Obrigada Henrique.
Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar os nossos medos todos. As nossas belezas. As nossas feiúras. As nossas sementes que puderam florescer com viço. As nossas sementes que não conseguiram dizer suas flores. As nossas sementes que temem florir. Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar as nossas borboletas que souberam se desvencilhar dos casulos. As nossas crisálidas apavoradas por se saber com asas, embora sonhem, encantadas, com o néctar da vida. As nossas feras vorazes e ressentidas. Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar os nossos avanços. A nossa estagnação. Os nossos fracassos. As nossas vergonhas. As nossas vaidades. A nossa arrogância, que muitas vezes não é outra coisa senão um disfarce que o embaraço usa para esconder o conflito por sentirmos tanto afeto sem saber direito como expressá-lo. Como fazê-lo circular.
Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar a existência de feridas que pensávamos estar cicatrizadas, mas que ele delata sem cerimônia, sem medir palavras, olhando bem dentro dos nossos olhos, que ainda não estão, não. Que algumas bolas de ferro muito antigas continuam presentes, embora, teimosos, tentemos avançar mesmo com elas, arrastando todo o peso do mundo, em vez de escolher a pausa necessária para soltá-las dos nossos pés. Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar que quanto mais a luz canta, mais a sombra se mostra. Que embora a gente insista em fugir da sombra correndo para debaixo do sol, ela nos acompanha, incansável, até aceitarmos integrá-la. Que precisamos olhá-la com carinho e deixar que caminhe com a gente sem tentar fugir dela.
O amor nos desnuda a alma, nós que muitas vezes, ao longo da vida, nos enchemos de peças de roupa de tudo o que é tipo, físicas ou sutis, óbvias ou disfarçadas, para tentar escondê-la. Saber a própria alma nua e não ter jeito de tapar-lhe as partes íntimas, de inibir sua exibição, de pedir-lhe modos, é um desconforto dos grandes para quem se acostumou a viver pequeno por parecer mais cômodo, sem arredar os movimentos do território áspero do ilusório controle. É um desconforto dos grandes para quem se acostumou a tratar a emoção com recato, sob o custo de amordaçar a alegria fluida do tambor do prazer. Essa que ressoa, sempre, mesmo que aparentemente silenciosa, no nosso coração. O amor chega e abre as janelas, escancara as portas todas, rasga o tecido frágil das redomas que criamos para nos proteger, a gente se assusta. Olhando de perto ou de longe, não é sem razão.
É no encontro em que eu olho verdadeiramente o outro, em que consigo amá-lo com todas as belezas e esquisitices que ele tem, em que consigo admirá-lo do jeito que ele é, em que consigo ouvir com a alma que também venho dos lugares de onde ele vem, que eu me vejo com mais nitidez. Desfeitas algumas ilusões, a impressão que dá é que conhecemos o outro é de nós mesmos. Que perspicácia da vida, meu Deus, isso de fazer as pessoas se encontrarem por meio do amor, que, quando vem à tona, latente que pulsa a maior parte do tempo, remexe em tudo, esvazia falsas verdades, inaugura saberes e sabores, bagunça o coreto todinho, faz a gente olhar para a própria nudez. E começar a gostar dela. A respeitá-la.
A princípio, quando o amor vem à tona, a gente acha que precisa se entender com o outro, sobretudo. Não é verdade, o chamado principal é de outra natureza. Com o outro, se a fluência permitir dos dois lados, pode acontecer um encontro lindo, real e imperfeito, como todos, e é claro que a gente torce por isso. Pode não acontecer também, às vezes o tempo de duas pessoas, por mais que se gostem, não coincide para o desafio bom da vivência mútua do afeto. Mas, o amor pelo outro é, principalmente, esse espelhamento: no fundo, quando vem à tona, o chamado é para nos entendermos com nós mesmos. Com a nossa história. Com as nossas sementes. As nossas flores. As nossas borboletas. As nossas feras. As nossas feridas. As nossas luzes. As nossas sombras. A nossa alma.
Os espelhos materiais de casa não contarão nunca o que o espelho do outro nos mostra. O amor, sendo divino pelo seu caráter criativo e transformador, é também o que de mais humano existe. No amor, com todas as minhas singularidades, eu me irmano com toda gente. E reconheço que, embora não saibamos muito bem o que fazer com a essência desse lume, com tudo o que dispõe e possibilita, ele clareia os caminhos e nos faz avançar, nos ajuda a ser mais parecidos com nós mesmos. Mais inteiros. Mais espontâneos. Mais livres. Mais generosos. Embora não saibamos muito bem o que fazer com o amor, ele sabe o que faz com a gente. Ninguém, arrisco, permanece igual depois da diferença de um encontro de amor. Alguns se acovardam tanto, que às vezes parece que é pra sempre. Outros, passam a ter mais coragem, ainda que com todo o medo. Mas, pra gente viver não é preciso mesmo não ter medo. É preciso, apesar dos medos todos, ter valentia para ser e sentir, essa capacidade que o amor consegue burilar, habilidoso, com toda a calma do mundo, em nós.
Ana Jácomo
Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar a existência de feridas que pensávamos estar cicatrizadas, mas que ele delata sem cerimônia, sem medir palavras, olhando bem dentro dos nossos olhos, que ainda não estão, não. Que algumas bolas de ferro muito antigas continuam presentes, embora, teimosos, tentemos avançar mesmo com elas, arrastando todo o peso do mundo, em vez de escolher a pausa necessária para soltá-las dos nossos pés. Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar que quanto mais a luz canta, mais a sombra se mostra. Que embora a gente insista em fugir da sombra correndo para debaixo do sol, ela nos acompanha, incansável, até aceitarmos integrá-la. Que precisamos olhá-la com carinho e deixar que caminhe com a gente sem tentar fugir dela.
O amor nos desnuda a alma, nós que muitas vezes, ao longo da vida, nos enchemos de peças de roupa de tudo o que é tipo, físicas ou sutis, óbvias ou disfarçadas, para tentar escondê-la. Saber a própria alma nua e não ter jeito de tapar-lhe as partes íntimas, de inibir sua exibição, de pedir-lhe modos, é um desconforto dos grandes para quem se acostumou a viver pequeno por parecer mais cômodo, sem arredar os movimentos do território áspero do ilusório controle. É um desconforto dos grandes para quem se acostumou a tratar a emoção com recato, sob o custo de amordaçar a alegria fluida do tambor do prazer. Essa que ressoa, sempre, mesmo que aparentemente silenciosa, no nosso coração. O amor chega e abre as janelas, escancara as portas todas, rasga o tecido frágil das redomas que criamos para nos proteger, a gente se assusta. Olhando de perto ou de longe, não é sem razão.
É no encontro em que eu olho verdadeiramente o outro, em que consigo amá-lo com todas as belezas e esquisitices que ele tem, em que consigo admirá-lo do jeito que ele é, em que consigo ouvir com a alma que também venho dos lugares de onde ele vem, que eu me vejo com mais nitidez. Desfeitas algumas ilusões, a impressão que dá é que conhecemos o outro é de nós mesmos. Que perspicácia da vida, meu Deus, isso de fazer as pessoas se encontrarem por meio do amor, que, quando vem à tona, latente que pulsa a maior parte do tempo, remexe em tudo, esvazia falsas verdades, inaugura saberes e sabores, bagunça o coreto todinho, faz a gente olhar para a própria nudez. E começar a gostar dela. A respeitá-la.
A princípio, quando o amor vem à tona, a gente acha que precisa se entender com o outro, sobretudo. Não é verdade, o chamado principal é de outra natureza. Com o outro, se a fluência permitir dos dois lados, pode acontecer um encontro lindo, real e imperfeito, como todos, e é claro que a gente torce por isso. Pode não acontecer também, às vezes o tempo de duas pessoas, por mais que se gostem, não coincide para o desafio bom da vivência mútua do afeto. Mas, o amor pelo outro é, principalmente, esse espelhamento: no fundo, quando vem à tona, o chamado é para nos entendermos com nós mesmos. Com a nossa história. Com as nossas sementes. As nossas flores. As nossas borboletas. As nossas feras. As nossas feridas. As nossas luzes. As nossas sombras. A nossa alma.
Os espelhos materiais de casa não contarão nunca o que o espelho do outro nos mostra. O amor, sendo divino pelo seu caráter criativo e transformador, é também o que de mais humano existe. No amor, com todas as minhas singularidades, eu me irmano com toda gente. E reconheço que, embora não saibamos muito bem o que fazer com a essência desse lume, com tudo o que dispõe e possibilita, ele clareia os caminhos e nos faz avançar, nos ajuda a ser mais parecidos com nós mesmos. Mais inteiros. Mais espontâneos. Mais livres. Mais generosos. Embora não saibamos muito bem o que fazer com o amor, ele sabe o que faz com a gente. Ninguém, arrisco, permanece igual depois da diferença de um encontro de amor. Alguns se acovardam tanto, que às vezes parece que é pra sempre. Outros, passam a ter mais coragem, ainda que com todo o medo. Mas, pra gente viver não é preciso mesmo não ter medo. É preciso, apesar dos medos todos, ter valentia para ser e sentir, essa capacidade que o amor consegue burilar, habilidoso, com toda a calma do mundo, em nós.
27 de abr. de 2010
O PRIMEIRO HOMEM DE MINHA VIDA
Lá esta meu pai,sentado na poltrona da sala, cigarro na mão, ao lado do aparelho de som, escutando um LP de Orlando Silva. Ele sempre deixou bem claro que a boa música é coisa rara, e que o diálogo é a melhor saída para todos os problemas.
E lá está ele ouvindo musica enquanto a tarde cai. Todo preocupado com a vida que ele acha solitária e eu concordo.
Anoitecia, e a TV anunciava o jornal, e ele sempre fiel ao mesmo noticiário. Gentil com as notícias que o decepciona, gentil com a injustiça jogada na tela, gentil com as arestas da dura vida.
Dias após dias, neste ritual.
Ele não me ensinou a nadar,e nem a comer pastel de feira, talvez por que ele mesmo tenha medo dessas coisas.
Hoje tenho uma coragem absurda, uma ansia de vida enorme, sou amiga que por vezes arrependo ser, e que não perde tempo ouvindo os próprios neurônios.
E tudo isso ele me ensinou a ser.
Não sou ouvinte de mim, pois se o fosse, a letargia seria uma constante. Sou ouvinte de uma voz grave, calma, sábia que me orienta a me sentir.
Bem ou mal.
Certo ou errado.
E, diferente de certos pais, ele me ensinou a ter medo de coisas, mas enfrentá-las:
a dar gargalhadas em silêncio;
a chorar o quanto eu possa para aliviar a alma.
Ás vezes tenho vergonha por chorar demais, e não gostar de comer pastel de feira com meus amigos.
Mas me sinto um gênio, quando tenho coragem de gritar de ciúmes,de ser verdadeira, de escolher quem eu quero amar, de escrever em emails meus verdadeiros sentimentos, ou de não saber o que dizer numa relação íntima.
Aprendi que atravessar o fundo do oceano, não é tão difícil pois na verdade, toda a sabedoria que assimelei de meu pai, me fez crer nas coisas impossíveis - reais.
Estranho falar assim?
Sim.
Como estranho foi ele me ensinar a inventar meu mundo e me aguentar a ficar dentro dele.
Não ouvi dele estórias antes de dormir, mas ele me deu a capacidade de ser protagonista da real história de minha vida.
Papai:
onde estiver........será onde estou.
te amo.sandra
E lá está ele ouvindo musica enquanto a tarde cai. Todo preocupado com a vida que ele acha solitária e eu concordo.
Anoitecia, e a TV anunciava o jornal, e ele sempre fiel ao mesmo noticiário. Gentil com as notícias que o decepciona, gentil com a injustiça jogada na tela, gentil com as arestas da dura vida.
Dias após dias, neste ritual.
Ele não me ensinou a nadar,e nem a comer pastel de feira, talvez por que ele mesmo tenha medo dessas coisas.
Hoje tenho uma coragem absurda, uma ansia de vida enorme, sou amiga que por vezes arrependo ser, e que não perde tempo ouvindo os próprios neurônios.
E tudo isso ele me ensinou a ser.
Não sou ouvinte de mim, pois se o fosse, a letargia seria uma constante. Sou ouvinte de uma voz grave, calma, sábia que me orienta a me sentir.
Bem ou mal.
Certo ou errado.
E, diferente de certos pais, ele me ensinou a ter medo de coisas, mas enfrentá-las:
a dar gargalhadas em silêncio;
a chorar o quanto eu possa para aliviar a alma.
Ás vezes tenho vergonha por chorar demais, e não gostar de comer pastel de feira com meus amigos.
Mas me sinto um gênio, quando tenho coragem de gritar de ciúmes,de ser verdadeira, de escolher quem eu quero amar, de escrever em emails meus verdadeiros sentimentos, ou de não saber o que dizer numa relação íntima.
Aprendi que atravessar o fundo do oceano, não é tão difícil pois na verdade, toda a sabedoria que assimelei de meu pai, me fez crer nas coisas impossíveis - reais.
Estranho falar assim?
Sim.
Como estranho foi ele me ensinar a inventar meu mundo e me aguentar a ficar dentro dele.
Não ouvi dele estórias antes de dormir, mas ele me deu a capacidade de ser protagonista da real história de minha vida.
Papai:
onde estiver........será onde estou.
te amo.sandra
Assinar:
Postagens (Atom)














