"Pra Descrever Uma Mulher Não É Do Jeito Que Quiser Primeiro Tem Que Ser Sensível Se Não É Impossível Quem Vê Por Fora Não Vai Ver Por Dentro O Que Ela É É Um Risco Tentar Resumir Mulher De Um Lado É Corpo E Sedução Do Outro Força E Coração É Fera E Sabe Machucar Mas É Primeira A Te Curar Sempre Faz O Que Bem Quer Ninguém Pode Impedir E Assim Começo A Definir Mulher Mulher, Entre Tudo Que Existe É Principal Pra Você Gerar A Vida É Natural Esse É O Mundo Da Mulher Mulher, Que A Divina Natureza Fez Surgir A Mais Linda Obra Prima Que Alguém Já Viu Assim Nasceu A Mulher Nas Mãos De Deus Por Mais Que Um Homem Possa Ter Sem Ela Não Dá Pra Viver Às Vezes Pede Proteção Pra Ter Um Pouco De Atenção Se Finge Ser Tão Frágil Mas Domina Quem Quiser Pois Ninguém Pode Definir Mulher ( SANDRA E MIRINHA)


24 de ago. de 2010

Cólica Menstrual ou Dismenorréia


Cólica menstrual é o sintoma normal que acompanha a menstruação.
Também é chamada de dismenorréia e afeta 50% das mulheres em idade fertil.
Juntamente com a Tensão Pré-Menstrual é uma das principais queixas das mulheres, responsável por perda de dias inteiros de estudo ou trabalho.
Ao contrário do que se pensava antigamente a cólica menstrual tem tratamentos muito eficazes que melhoram muito a qualidade de vida da mulher nestes dias.

Sintomas da Cólica Menstrual

O principal sintoma é a dor no baixo ventre ou na barriga e em algumas mulheres a dor parece vir das costas para a frente.
É uma dor em cólica ou seja vai e volta.
Costuma aparecer algumas horas antes ou junto com a menstruação.
Geralmente toda a região do abdomem fica dolorida e pode ser acompanhada de sintomas gerais como:
1. Enjoos 2. Diarréia 3. Vômitos 4. Cansaço 5. Dor de cabeça 6. Nervosismo 7. Vertigem e até mesmo desmaios.

Dismenorréia Primária

É a cólica normal ou fisiológica e atinge perto de 50 % das mulheres.
Costuma aparecer logo após as primeiras menstruações.
Para se entender o mecanismo da cólica é preciso entender o que é a menstruação.
A menstruação é a limpeza da camada interna do útero que foi preparada durante o ciclo menstrual para receber uma gravidez.
O organismo feminino para evitar uma perda excessiva de sangue que acompanha esta limpeza faz com que o útero se contraia.
Quem realiza este processo é uma substância chamada prostaglandina que também é responsável pela dor.
Portanto a Dismenorréia Primária é uma condição normal do ciclo menstrual de algumas mulheres.

Dismenorréia Secundária

Já na dismenorréia secundária existe uma causa para a dor. Uma característica é que ela não aparece logo após o início da menstruação mas geralmente após alguns anos ou após algum fato.
Entre as causas mais comuns de dismenorréia secundária estão:
1. Alterações nos ovários. 2. Alterações no útero. 3. Endometriose. 4. Hímen sem orifício para sair a menstruação. 5. Uso de Diu. 6. Miomas. 7. Malformações Uterinas. 8. Doença Inflamatória Pélvica.
É imprescindivel a consulta a um(a) médico(a) ginecologista para estabelecer a causa da dor e o tratamento.

Tratamento

O tratamento da dismenorréia primária é a base de antiinflamatórios não-esteróides (AINEs). Estes medicamentos bloqueiam as prostaglandinas e portanto bloqueiam a dor.
É muito importante que eles sejam tomados logo ao primeiro sinal de menstruação ou dor, o que vier primeiro, para evitar a formação das prostaglandinas.
Apesar de muitos eficazes, alguns grupos de antiinflamatórios podem atacar o estômago e intestinos mas já existem grupos onde este efeito é minimizado.
No caso da dismenorréia secundária também os (AINEs) podem ser utilizados, mas é importante que a causa da cólica seja estabelecida para se fazer o tratamento eficaz.
Uma medicação que também pode ser usada é a pílula anticoncepcional.
Fonte: www.gineco.com.br

Fibras para o seu Intestino!

As fibras alimentares têm ocupado uma posição de destaque devido aos resultados divulgados em estudos científicos recentes que demonstram a ação benéfica desses nutrientes no organismo e, a relação entre o seu consumo em quantidades adequadas e a prevenção de doenças.
Um dado preocupante, quando se analisa o hábito alimentar da população brasileira, é que em geral, verifica-se uma baixa ingestão de alimentos fontes de fibras, principalmente nos grandes centros urbanos onde a correria do dia-a-dia influencia de forma negativa no estilo de vida das pessoas contribuindo para o maior consumo de produtos refinados, menor freqüência de alimentos naturais na dieta e a substituição de refeições caseiras por lanches rápidos, na maioria das vezes gordurosos e desbalanceados.
A presença de fibras em quantidades insuficientes na alimentação, por um período longo de tempo, pode contribuir para o aparecimento de doenças crônicas, como: constipação ou obstipação intestinal ("prisão de ventre"), doenças cardiovasculares e câncer de intestino. O aumento na ocorrência das doenças citadas justifica a importância de se atingir a recomendação diária de fibras (25 a 30 gramas para um adulto saudável) com o objetivo de reduzir os riscos de desenvolver tais patologias.
As indústrias de alimentos, aproveitando a oportunidade, invadiu as prateleiras dos supermercados com vários produtos enriquecidos em fibras, visando atender à demanda crescente de indivíduos interessados em resgatar hábitos saudáveis. Ao se deparar com um número grande de produtos, é comum surgirem dúvidas, como: O que escolher? Por que devo aumentar a ingestão de fibras na alimentação? Como posso obter a quantidade diária de fibras recomendada através do consumo de alimentos naturais?
Para você entender melhor o assunto, vamos começar com a definição de fibras! As fibras alimentares são componentes das paredes dos vegetais, não digeridos pelas enzimas do sistema digestivo humano, portanto não fornecem calorias. Esses nutrientes pertencem ao grupo dos carboidratos, encaixando-se na categoria dos polissacarídeos (carboidratos complexos).
Veja na tabela abaixo, um resumo que traz os tipos de fibras, as melhores fontes alimentares e suas principais ações no organismo:
Classificação Tipos Fontes Ações
Fibras Solúveis Pectina Gomas Mucilagem Beta glucana Hemiceluloses (algumas) Frutas Verduras Aveia Cevada Leguminosas (feijão, lentilha, soja, grão de bico) · Retardo na absorção de glicose
· Redução no esvaziamento gástrico (maior saciedade)
· Diminuição dos níveis de colesterol sangüíneo
· Proteção contra o câncer de intestino
Fibras Insolúveis Lignina Celulose Hemiceluloses (maioria) Verduras Farelo de trigo Cereais integrais (arroz, pão, torrada) · Aumento do bolo fecal
· Estímulo ao bom funcionamento intestinal
· Prevenção de constipação intestinal
Entretanto, apesar da ação benéfica das fibras no organismo, altas doses é desaconselhável, pois o excesso pode interferir negativamente na absorção de minerais, especialmente na de cálcio e de zinco.
Para aumentar o consumo de fibras, inclua gradativamente em sua dieta, as fontes alimentares mencionadas nas tabelas. Lembre-se também de ingerir maior volume de líquidos (8 a 10 copos por dia), permitindo assim que as fibras desempenhem melhor seu papel e que o sistema digestivo se adapte à nova situação.

15 de ago. de 2010

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER Renato Ribeiro Velloso


Na esfera jurídica, violência significa uma espécie de coação, ou forma de constrangimento, posto em prática para vencer a capacidade de resistência de outrem, ou a levar a executá-lo, mesmo contra a sua vontade. É igualmente, ato de força exercido contra as coisas, na intenção de violentá-las, devassá-las, ou delas se apossar.
Existem vários tipos de armas utilizadas na violência contra a mulher, como: a lesão corporal, que é a agressão física, como socos, pontapés, bofetões, entre outros; o estupro ou violência carnal, sendo todo atentado contra o pudor de pessoa de outro sexo, por meio de força física, ou grave ameaça, com a intenção de satisfazer nela desejos lascivos, ou atos de luxúria; ameaça de morte ou qualquer outro mal, feitas por gestos, palavras ou por escrito; abandono material, quando o homem, não reconhece a paternidade, obrigando assim a mulher, entrar com uma ação de investigação de paternidade, para poder receber pensão alimentícia.
Mas nem todos deixam marcas físicas, como as ofensas verbais e morais, que causam dores,que superam, a dor física. Humilhações, torturas, abandono, etc, são considerados pequenos assassinatos diários, difíceis de superar e praticamente impossíveis de prevenir, fazendo com que as mulheres percam a referencia de cidadania.
A violência contra a mulher, não esta restrita a um certo meio, não escolhendo raça, idade ou condição social. A grande diferença é que entre as pessoas de maior poder financeiro, as mulheres, acabam se calando contra a violência recebida por elas, talvez por medo, vergonha ou até mesmo por dependência financeira.
Atualmente existe a Delegacia de Defesa da Mulher, que recebe todas as queixas de violência contra as mulheres, investigando e punindo os agressores. Como em toda a Polícia Civil, o registro das ocorrências, ou seja, a queixa é feita através de um Boletim de Ocorrência, que é um documento essencialmente informativo, todas as informações sobre o ocorrido visam instruir a autoridade policial, qual a tipicidade penal e como proceder nas investigações.
Toda a mulher violentada física ou moralmente, deve ter a coragem para denunciar o agressor, pois agindo assim ela esta se protegendo contra futuras agressões, e serve como exemplo para outras mulheres, pois enquanto houver a ocultação do crime sofrido, não vamos encontrar soluções para o problema.
A população deve exigir do Governo leis severas e firmes, não adianta se iludir achando que esse é um problema sem solução. Uma vez violentada, talvez ela nunca mais volte a ser a mesma de outrora, sua vida estará margeada de medo e vergonha, sem amor próprio, deixando de ser um membro da comunidade, para viver no seu próprio mundo.
A liberdade e a justiça, são um bem que necessita de condições essenciais para que floresça, ninguém vive sozinho. A felicidade de uma pessoa esta em amar e ser amada. Devemos cultivar a vida, denunciando todos os tipos de agressões (violência) sofridas.
 

Violência doméstica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Violência doméstica é a violência, explícita ou velada, literalmente praticada dentro de casa ou no âmbito familiar, entre indivíduos unidos por parentesco civil (marido e mulher, sogra, padrasto) ou parentesco natural pai, mãe, filhos, irmãos etc.[1] Inclui diversas práticas, como a violência e o abuso sexual contra as crianças, maus-tratos contra idosos, e violência contra a mulher e contra o homem geralmente nos processos de separação litigiosa além da violência sexual contra o parceiro.

Pode ser dividida em violência física — quando envolve agressão directa, contra pessoas queridas do agredido ou destruição de objectos e pertences do mesmo (patrimonial); violência psicológica — quando envolve agressão verbal, ameaças, gestos e posturas agressivas, jurídicamente produzindo danos morais; e violência sócio-económica, quando envolve o controle da vida social da vítima ou de seus recursos económicos. Também alguns consideram violência doméstica o abandono e a negligência quanto a crianças, parceiros ou idosos. Enquadradas na tipologia proposta por Dahlberg; Krug, [2] na categoria interpessoais, subdividindo-se quanto a natureza Física, Sexual, Psicológica ou de Privação e abandono. Afetando ainda a vida doméstica pode-se incluir da categoria autodirigida o comportamento suicída especialmente o suicídio ampliado (associado ao homicídio de familiares) e de comportamentos de auto-abuso especialmente se consideramos o contexto de causalidade. É mais frequente o uso do termo "violência doméstica" para indicar a violência contra parceiros, contra a esposa, contra o marido e filhos. A expressão substitui outras como "violência contra a mulher". Também existem as expressões "violência no relacionamento", "violência conjugal" e "violência intra-familiar".
Note que o poder num relacionamento envolve geralmente a percepção mútua e expectativas de reação de ambas as partes calcada nos preconceitos e/ou experiências vividas. Uma pessoa pode se considerar como subjugada no relacionamento, enquanto que um observador menos envolvido pode discordar disso.
Mulher no hospital depois que o marido dela a espancou
Muitos casos de violência doméstica encontram-se associados ao consumo de álcool e drogas, pois seu consumo pode tornar a pessoa mais irritável e agressiva especialmente nas crises de abstinência. Nesses casos o agressor pode apresentar inclusive um comportamento absolutamente normal e até mesmo "amável" enquanto sóbrio, o que pode dificultar a decisão da parceiro em denunciá-lo.


Violência e as doenças transmissíveis são as principais causas de morte prematura na humanidade desde tempos imemoriais, com os avanços da medicina, disponbilidade de água potável e melhorias da urbanização a redução das doenças infecciosas e parasitárias, tem voltado o foco da saúde pública para a ocorrência da violência. Contudo como observa Minayo e Souza [3] este é um fenõmeno que requer a colaboração interdisciplinar e ação multiprofissional, sem invalidar o papel da epidemiologia para o dimensionamento e compreensão do proplema alerta para os riscos de reducionismo e necessidade de uma ação pública.
Estatisticamente a violência contra a mulher é muito maior do que a contra o homem. Um estudo realizado em São Paulo [4] encontrou-se quanto à relação autor-vítima, que 1.496 (81,1%) agressões ocorreram entre casais, 213 (11,6%) entre pais/responsáveis e filhos, e 135 (7,3%) entre outros familiares. Esse mesmo estudo referindo-se acerca dos motivos da agressão, os chamados “desentendimentos domésticos” que se referem às discussões ligadas à convivência entre vítima e agressor (educação dos filhos; limpeza e organização da casa; divergência quanto à distribuição das tarefas domésticas) prevaleceram em todos os grupos, fato compreensível se for considerado que o lar foi o local de maior ocorrência das agressões. Para muitos autores, são os fatos corriqueiros e banais os responsáveis pela conversão de agressividade em agressão. Complementa ainda que o sentimento de posse do homem em relação à mulher e filhos, bem como a impunidade, são fatores que generalizam a violência.
Há quem afirme que em geral os homens que batem nas mulheres o fazem entre quatro paredes, para que não sejam vistos por parentes, amigos, familiares e colegas do trabalho. A cultura popular tanto propõe a proteção das mulheres (em mulher não se bate nem com uma flor) como estimula a agressão contra as mulheres (mulher gosta de apanhar) chegando a aceitar o homicídio destas em casos de adultério, em defesa da honra. Outra suposição é que a maioria dos casos de violência doméstica são classes financeiras mais baixas, a classe média e a alta também tem casos, mas as mulheres denunciam menos por vergonha e medo de se exporem e a sua família. Segundo Dias [5] o fenômeno ocorre em todas as classes porém mais visíveis entre os indivíduos com fracos recursos econômicos.
A violência praticada contra o homem também existe, mas o homem tende a esconder mais por vergonha. Pode ter como agente tanto a própria mulher quanto parentes ou amigos, convencidos a espancar ou humilhar o companheiro. Também existem casos em que o homem é pego de surpresa, por exemplo, enquanto dorme. Analisando os denominados crimes passionais a partir de notícias publicadas em jornais Noronha e Daltro [6]identificaram que estes representam 8,7% dos crimes noticiados e que destes 68% (51/75) o agressor era do sexo masculino (companheiro, ex-companheiro, noivo ou namorado) nos crimes ondea mulher é a agressora ressalta-se a circunstância de ser o resultado de uma série de agressões onde a mesma foi vítima.

Piercings e seus perigos


Os piercings podem ser muito perigosos quando colocados em áreas formadas por cartilagens. Na língua, é possível até que abalem a estrutura dos dentes
Algumas partes do corpo são muito perigosas para a colocação de piercings. Recentemente sete adolescentes americanos tiveram infecções graves depois de pôr piercings na cartilagem da orelha em um quiosque de shopping. A falta de higiene na hora de fazer o furo teve sua parcela de culpa, mas o local escolhido foi o maior vilão dos problemas enfrentados pelos adolescentes.
"Com exceção do lóbulo, a orelha é muito mal vascularizada, o que torna o organismo quase incapaz de reagir a uma infecção ou alergia", explica Gilberto Sitchin, otorrinolaringologista do Hospital São Luiz, em São Paulo. Mesmo que se observem todos os cuidados de higiene e o material do piercing seja inerte (como aço cirúrgico, ouro ou platina), ainda assim existe perigo, segundo o especialista. Veja no quadro abaixo alguns dos riscos mais comuns que o piercing oferece para determinadas partes do corpo.
No alto da orelha
A baixa vascularização pode levar à deformação da cartilagem, exigindo cirurgia plástica reparadora
Nariz
A haste interna - em geral longa para facilitar o manuseio – pode machucar o septo nasal.
o risco de infecção é grande, pois o local é úmido e está constantemente em contato com a poluição
Umbigo
O corpo estranho pode provocar a formação de cistos, levando à necessidade de cirurgia.
O risco de infecção é muito grande. Como muitas pessoas se esquecem de enxugar bem a região, ela fica úmida e expostas a bactérias.
Língua
Há risco de desgaste da parte interna dos dentes da frente da arcada inferior e de perda óssea capaz de abalar a estrutura dental.
O local é quente e úmido, perfeito para a proliferação de bactérias
Fontes: Revista Veja, 27/Nov/2002, pág. 130, e revista VEJA Especial JOVENS - setembro/2001
Outros Problemas Comuns
Modismo ou não, o uso tanto de tatuagens quanto de piercings tem seu preço. A pessoa se expõe a riscos de contaminação por bactérias que causam infecções como impetigo ou por vírus que causam doenças como a hepatite, a Aids, a sífilis e muitas outras. Segundo o dermatologista Antônio Carlos Martins Guedes, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, o único caso registrado, no mundo, de lepra transmitido por objeto aconteceu durante um processo de tatuagem. A contaminação acontece porque os procedimentos nem sempre são realizados em boas condições de higiene. Em muitos casos, agulhas são reutilizadas e, como há sangramento da região que vai ser trabalhada, até o dedo ou algodão utilizado para estancar o sangue pode transmitir doenças.
Também podem surgir reações alérgicas e cicatrizes indesejáveis como as queloideanas. E se a pessoa tem algum tipo de doenças dermatológica, como psoríase, líquen plano, vitiligo e verrugas, estas podem aparecer nos locais do trauma, como explica a dermatologista Maria Antonieta Rios Scherrer. Segundo ela, a tatuagem também pode provocar um tipo de reação inflamatória, chamada granuloma, ocasionada pela presença de corpos estranhos que penetram na pele durante o ato de tatuar, ou pelo próprio pigmento introduzido.

O poder da terceira idade Paula Grinover


Idosos brasileiros formam um grupo de 15 milhões de consumidores mal atendidos
Eles não se enquadram em estereótipos de vovôs que praticam esportes radicais nem de velhinhos abandonados em asilos. Os idosos brasileiros formam um grupo muito heterogêneo de 15 milhões de consumidores (14% da população adulta), que deve chegar a 30 milhões de pessoas até 2020, a maioria mulheres, com uma renda que soma R$ 7,5 bilhões ao mês, o dobro da média nacional, e que têm muito mais poder de influenciar hábitos de consumo nas famílias do que se imagina. Estas são algumas das principais conclusões de uma pesquisa inédita no Brasil sobre o perfil da terceira idade, o Panorama da Maturidade, que acaba de ser concluída pela Indicator GfK após dois anos de trabalho.
A pesquisa ouviu 1,8 mil homens e mulheres com mais de 60 anos nas grandes regiões metropolitanas do País e em Goiânia e Brasília. O objetivo foi investigar o perfil dessa parcela da população, buscando conhecer características de comportamento, gastos, saúde, alimentação, moradia, transporte, educação, cultura, lazer e consumo de mídia. O seminário Terceira Idade - Panorama Social de um Mercado em Expansão, realizado em São Paulo, discutiu a questão com especialistas de várias áreas que se envolveram na pesquisa.
Os dados levantados mexem com a imagem tradicional dos velhinhos-problema. Ao contrário, são eles os responsáveis pela manutenção de 25% dos lares nacionais, ou seja, 47 milhões de domicílios. De cada cem entrevistados, 68 declaram ser responsáveis pelas decisões de compra da família.
Apenas 15% deles não têm renda alguma. Já a renda média mensal dessa parcela da população é de R$ 866. E eles estão em maior número na classe A/B do que a média nacional, segundo levantamento da Associação Nacional das Empresas de Pesquisa de Mercado (Anep). Trinta e um por cento dos idosos pesquisados fazem parte dessa classe, contra 29% do total nas regiões metropolitanas. E também estão em menor número na classe D/E - 34% na pesquisa contra 35% considerando-se toda a população avaliada pela associação.
"Tradicionalmente, as pesquisas de mercado descartam as opiniões daqueles com mais de 60 anos, desprezando uma parcela da população que se revela mais importante nas decisões do lar do que se imagina", diz Paulo Cidade, sociólogo e gerente da Indicator GfK, responsável pelo estudo. "As entrevistas revelaram que os idosos têm um caráter fortíssimo de formadores de opinião, geralmente cuidam dos netos para que os filhos possam trabalhar, influenciando assim toda a família", completa ele.
Um dos conceitos centrais utilizados na análise dos dados é que a terceira idade não acontece de uma hora para outra, ela tem um caráter de processo, já que as pessoas não se transformam de repente ao passarem dos 60. "Portanto, o aspecto heterogêneo desse grupo não é diferente do resto da sociedade e isso é fundamental na hora de pensarmos estratégias de comunicação que incluam essas pessoas", diz Cidade. "Será que, em vez de vender imagem de beleza, não seria interessante pensar em elegância, que inclui as pessoas mais idosas?", questiona.
Outro dado que aparece nas entrevistas é que a visão negativa da velhice, que permeia a sociedade em geral, também está entre aqueles que já chegaram nela e, portanto, há uma grande aversão à rotulação de terceira idade. Esses consumidores revelaram um desejo de ser incluídos, e não separados dos demais cidadãos na hora de se verem retratados pela mídia. Afinal, eles são fortes consumidores de produtos de comunicação. Entre as atividades que mais fazem dentro de casa, assistir à televisão vem em primeiro lugar, seguida de ouvir rádio: 87% dos entrevistados assistem à televisão diariamente e 59% ouvem rádio todos os dias. No levantamento semanal, o hábito é ainda maior, 92% assistem à televisão ao menos uma vez por semana e 72% ouvem rádio nesse período. A leitura de jornais e revistas também está entre as atividades mais freqüentes.
As maiores despesas dos idosos são com o supermercado, 24% do total de gastos. Em seguida vêm os gastos com planos de saúde, 9%, e com luz e telefone, ambos representam 6% do orçamento. Nas despesas pessoais, a compra de remédios tem o maior peso, 10%, e em seguida vêm as viagens, 5%. Mais da metade desses idosos fez ao menos uma viagem no último ano.
Dos entrevistados, 45% têm plano de saúde. "Isso significa que o crescimento acelerado dessa parcela da população tem grande impacto também nas políticas públicas, já que mais da metade dos idosos depende dos serviços de saúde do governo", acrescenta Paulo Cidade. A questão da previdência, tanto pública como privada, também terá grande influência na vida da terceira idade. Hoje apenas 1,3% dos idosos vive com aposentadoria privada, e 86% do restante nunca pensou nisso, o que indica um enorme mercado potencial para os jovens de hoje.
"As próximas gerações chegarão a essa idade de outra forma, com outros tipos de retaguarda financeira, e é isso que o mercado precisa antever. O grande objetivo da pesquisa é fornecer informações estratégicas para grandes corporações que devem se preparar para futuras transformações sociais", completa o sociólogo.
A pesquisa chegou a oito grandes grupos de perfis com as características pessoais e de estilo de vida dos idosos. Esse refinamento, que vai além dos números, nunca havia sido mapeado no Brasil e pode fornecer valiosas informações para pensar se estratégias de marketing tanto para as atuais gerações de jovens, que em breve farão parte dessa parcela, como para os idosos. "Podemos concluir que há um grande mercado potencial de produtos específicos para a terceira idade, como também há uma grande necessidade de readequar os produtos e serviços que já existem para atender também os idosos", diz Paulo Cidade. Um dos problemas levantados pelos entrevistados na hora das compras, por exemplo, é a dificuldade de ler rótulos.

Como se alimenta o coração? Mercedes Malavé Gonzáles

  Memória e amor interior: como se alimenta o coração? 
Enquanto lia o inspirador artigo de Jutta Burgraff, intitulado "Aprender a perdoar", eu me punha a  pensar que somente um coração grande e bem alimentado de recordações é capacitado para o perdão.
Para que o ato de perdoar seja sincero e profundo - nem fingido, nem tampouco superficial ou passageiro - é preciso possuir um coração generoso. Um coração calculista, fraco, reagiria negativamente ante a exigência de perdoar, por exemplo, uma injustiça. Inclusive poderia até considerar isso como um ato “injusto”, pois, para esse tipo de coração, quem quer que tenha atraiçoado alguém ou deixado uma pessoa ferida não “merece” tal atitude advinda do perdão.
Mas como é possível fazer crescer diariamente o coração? De que se alimenta ele? Sabemos que a inteligência cresce mediante o conhecimento, e que a vontade se fortalece graças à repetição de atos bons, praticados com liberdade. O coração cresce quando ama, mas em que consiste exatamente o amor, o ato de amar? Se nos concentrarmos na dimensão interior do ato de amar, poderemos dizer, antes de tudo, que amar é recordar. O amor interior se exercita mediante um ato da memória. De fato, a palavra recordar vem do latim re-cordaris e significa literalmente "fazer presença de novo no coração", ter continuamente presente aquilo que amamos.
Entendemos por memória a faculdade através da qual exercitamos o ato interior de recordar coisas previamente conhecidas. O célebre Santo Agostinho desenvolveu amplamente o tema da memória, em sua obra De Trinitate. Em algumas passagens, ele explica que tudo o que o homem conhece por meio dos sentidos corporais fica impresso na memória ao modo de imagens semelhantes às do exterior. Portanto, o ser humano pode trazer de novo para dentro de si aquelas realidades que no momento estiverem ausentes. A esta presença consciente, Santo Agostinho denomina “mirada interior”, que equivale a uma recordação ou lembrança. É a vontade que se encarrega de levar e trazer essas recordações, uma vez que temos a capacidade de reter ou rechaçar certos pensamentos. Capacidade, diga-se, que não é simplesmente dada, pois não é fácil desfazer-se das lembranças: é necessário exercitar-se com disciplina e constância para que, paulatinamente, esses pensamentos diminuam de intensidade, de forma a não sombrearem o mundo interior da pessoa.
Quando a vontade se acha suficientemente disposta a permanecer unida ao ser amado mediante um pensamento ou recordação constante, então podemos dizer que aí existe amor, isto é, amor em sua dimensão interna. Amor interior ou recordação, que tem como sua morada ou permanência aquilo que costumamos chamar de coração. Ao nos referirmos, aqui, a coração, estamos nomeando uma faculdade por meio da qual somos capazes de nos manter fixados em um pensamento, ao mesmo tempo em que realizamos outras operações do intelecto e da vontade - tanto internas como externas - como o estudo, o trabalho, o diálogo, o lazer etc.
Hoje em dia o ser humano, saturado de más notícias, e continuamente exposto aos sofrimentos que padecem tantas pessoas no mundo, sente dificuldade em recordar coisas boas e agradáveis. Devido a isso, pode ocorrer que experimente um forte desejo de varrer de sua memória as lembranças tristes ou dolorosas. Com muito mais razão, aqueles que já experimentaram em sua própria vida uma grande dor buscam uma explicação que cure seus corações e lhes permita obter um pouco de felicidade e de serenidade em face do sofrimento pelo qual passaram.
Tim Guénard, depois de ter sido abandonado pela mãe, de receber surras do pai, de ser maltratado pela madrasta e pelos funcionários que o vigiavam nos diversos reformatórios em que viveu; depois de ter sido vítima de violação e abuso infantil (roubo, prostituição, brigas de rua etc.), explica em seu livro Más fuerte que el odio (Mais forte que o ódio) que durante anos  viveu unicamente pela motivação – recordações, lembranças  – de querer matar o pai, até o momento em que se deparou com o amor de pessoas igualmente feridas, mutiladas interiormente, como ele. Diante disso, seu coração “se pôs de joelhos”, conta ele: "Devo a essas pessoas a minha vida, além de uma tremenda lição de amor. Este reencontro inesperado com o Amor conturbou minha existência… Posso testemunhar que o perdão é o ato mais difícil de praticar. E o mais digno do ser humano. Para mim, trata-se de um combate, o mais encantador de todos. O amor é a minha estocada final". Foi o amor que fez seu coração ajoelhar-se e, nessa condição de aparente vulnerabilidade, permitiu-lhe iniciar esse caminho poderoso, de duro combate, que o levou a  perdoar seu pai.
Quando amamos, permanecemos no ser amado, contemplando-o. Quer dizer, miramos o ser amado desde nosso interior, por isso ninguém pode nos obrigar a apagar alguma recordação, a não  permanecer nela. Este é o  ato que dá grandeza ao coração.
Victor Frankl afirma em sua biografia que o que fez com que ele sobrevivesse nos campos de concentração nazistas foi a lembrança de sua esposa. Quando as forças físicas e psíquicas falharam, quando já não tinha mais energia para sobreviver, seu coração demonstrou a força regeneradora do corpo e do espírito. Foi esse ato de recordar sua mulher, esse  apegar-se interiormente a ela, a fonte de uma surpreendente fortaleza que lhe permitiu superar as torturas dos soldados e do inverno, sem se entregar à morte: “eu a ouvia ora a me responder, ora a  sorrir para mim com aquele seu olhar franco e cordial. Real ou não, o seu olhar  me parecia mais luminoso que o sol do amanhecer... Compreendi como o homem, desprovido de tudo neste mundo, ainda assim pode conhecer a felicidade  - mesmo que seja momentaneamente - se ele contempla interiormente o ser amado”.
O coração se adéqua ao tamanho e às exigências daquilo ou daquele ser que ama, pondo-se no mesmo nível seu. Se se trata de algo inferior ao homem, o coração se torna pequeno e mesquinho, porque o objeto do seu amor não lhe exige grande esforço de conhecimento e de sacrifício pessoal. Ao contrário, quando o objeto amado é igual ou superior a quem ama, o coração se faz grande e poderoso, como experimentou Victor Frankl em si mesmo.
Costuma-se identificar o coração apequenado com o homem egoísta, que minimizou sua capacidade de contemplar o mundo ao redor, com sua beleza e seus problemas, por ter permanecido encerrado dentro de si, subjugado a um querer que o reduziu em sua capacidade de entrega e de amor. Mais adiante voltaremos sobre este ponto, quando tratarmos das obsessões e apegos.
Se amar é principalmente um ato interior, mirada constante do coração em relação ao ser amado, isto significa que no ato de amar confluem todas as potências humanas. Requer inteligência, para poder imaginar e conhecer o ser amado. Requer ainda a vontade de querer contemplá-lo, o que se traduz por um contínuo sim do amante, desde o mais profundo de sua intimidade, um sim que não pode ser automático nem totalmente inconsciente, porque então deixaria de ser livre. Deste modo, a pessoa inteira se amolda, adapta suas potências e as dirige, conformando-se àquilo que ama. Com  razão diz a Escritura: onde está teu tesouro - e podemos dizer, onde estão tuas recordações:  ambições, ideais, metas, desejos, pessoas, coisas etc. - aí está teu  coração, agarrando-se cada vez mais a esse tesouro.
Vejamos um exemplo das manifestações comportamentais de um coração pequeno. Faz tempo, li que em dois países estupendos e com grandes possibilidades materiais, como os Estados Unidos e a Inglaterra, os proprietários de animais de estimação haviam investido grandes somas de dinheiro na compra de presentes natalinos para  os seus animais: jóias feitas de ouro e de pérolas verdadeiras, gastos com hotéis para animais -  habitações com ar condicionado e purificadores de ambiente, campos para exercícios com amestradores de animais etc. Tudo isso ocorria na mesma ocasião (de festividades natalinas) em que a UNICEF publicava seu relatório intitulado «O Estado Mundial da Infância 2006: Excluídos e Invisíveis». A Diretora Executiva da UNICEF, Ann Veneman, comentava, em uma coletiva de imprensa, em Londres, que «não pode haver um progresso duradouro se continuarmos a  descuidar das crianças mais absolutamente carentes - dos  mais  pobres  e dos mais vulneráveis, do explorado e do abusado». O relatório  é vasto em dados precisos sobre a situação das crianças pobres, desprovidas dos bens materiais mais básicos e sem quaisquer oportunidades de educação.
Se bem que as injustiças sociais e a marginalidade tendam a nos fazer reagir e exclamar: “como é possível que estas coisas estejam acontecendo no mundo!”, nem sempre refletimos acerca da relação que isso possa ter com o egoísmo pessoal, com a falta de coração. Pode-se pensar que uma coisa é o amor aos animais de estimação, a um capricho, a um luxo etc., e outra coisa são os problemas do mundo quando, na realidade, ambas as situações têm seu ponto de encontro no coração das pessoas.
Um coração apequenado dificilmente notará os problemas que ocorrem ao seu redor, por ter se tornado insensível. Deste modo se paralisa, paulatinamente, o curso das ações que poderiam contribuir para uma pequena solução - ou não tão pequena - dos problemas em escala mundial. Pensemos, por exemplo, o que teria sucedido se, por ocasião desses festejos natalinos de 2006, esses 150 milhões de dólares que, segundo o artigo, foram gastos em presentes de natal para animais, tivessem sido convertidos em alimentos e presentes para os milhões de crianças pobres que existem no mundo. Nem toda a responsabilidade dos problemas sociais deve ser atribuída aos governos e à  ineficácia das finanças  públicas.
E não seria apenas esta dimensão material da justiça social a única que se transformaria se as pessoas, ou, prefiro dizer, se nós todos nos exercitássemos neste esforço comum para engrandecer o coração.  Melhorariam sobretudo as relações humanas, e se fortaleceria a família, os casamentos, os namoros, os noivados.  Descobriríamos também a verdadeira dimensão da caridade cristã, que é essencialmente um ato de amor interior. Poderíamos começar, exercitando-nos no esforço diário para recordar aqueles que sofrem por serem deixados sozinhos, porque necessitam de amor: as crianças, os doentes, os pobres, os idosos... 
Com toda certeza perceberíamos como o coração começa a se sensibilizar progressivamente. Adquirir a profundidade daquelas pessoas que sabem acolher e compreender as demais é uma urgência deste novo milênio, pois não queremos que ele volte a padecer com as guerras e o ódio do século passado.
É bom saber que este ato de recordar não implica necessariamente um sentimento: satisfaz-se com um puro e simples ato da memória, um "fazer presente no coração" aquelas realidades, uma e outra vez, para ir adquirindo uma maior sensibilidade interior frente aos problemas e às pessoas.

Declaração dos Direitos da Criança


1º Princípio – Todas as crianças são credoras destes direitos, sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, condição social ou nacionalidade, quer sua ou de sua família.
2º Princípio – A criança tem o direito de ser compreendida e protegida, e devem ter oportunidades para seu desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. As leis devem levar em conta os melhores interesses da criança.
3º Princípio – Toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade.
4º Princípio – A criança tem direito a crescer e criar-se com saúde, alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas, e à mãe devem ser proporcionados cuidados e proteção especiais, incluindo cuidados médicos antes e depois do parto.
5º Princípio - A criança incapacitada física ou mentalmente tem direito à educação e cuidados especiais.
6º Princípio – A criança tem direito ao amor e à compreensão, e deve crescer, sempre que possível, sob a proteção dos pais, num ambiente de afeto e de segurança moral e material para desenvolver a sua personalidade. A sociedade e as autoridades públicas devem propiciar cuidados especiais às crianças sem família e àquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.
7º Princípio – A criança tem direito à educação, para desenvolver as suas aptidões, sua capacidade para emitir juízo, seus sentimentos, e seu senso de responsabilidade moral e social. Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais. A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.
8º Princípio - A criança, em quaisquer circunstâncias, deve estar entre os primeiros a receber proteção e socorro.
9º Princípio – A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, abandono, crueldade e exploração. Não deve trabalhar quando isto atrapalhar a sua educação, o seu desenvolvimento e a sua saúde mental ou moral.
10 º Princípio – A criança deve ser criada num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.

13 de ago. de 2010

TRAIÇÃO.

Faca de ponta afiada, que segue rasgando tudo que vê pela frente: sentimento, confiança, planos, e tantas mil coisas que se construiu ao longo de anos, ou de dias.
E então a fatiídica pergunta: Por que comigo?
Vai se saber....
E o gosto que sentimos é só nosso. A dor é unica.Ninguém mais sofre tanto quanto a pessoa traída.
Traição é tema de musicas, de poemas e de tantas coisas que revelam a dor de cotuvelo, mas o que menos queríamos era um adorno bem no meio de nossa testa. E parece que todos  ficam sabendo e nos apontam na rua como "Já vai a traída"
Dificil conviver com esta dor, que altera nossos planos e perspectivas.
A sensação de raiva e baixa auto estima é fadada ao descaso de nós mesmas. Nos olhamos no espelho e vemos lá a pior e mais maltratada pessoa do mundo.
Só há duas soluções:
Perdoar, ou virar a mesa
Perdoar, é juntar os cacos, e dependendo da situação de como tudo aconteceu, pode-se passar por cima, e erguer-se novamente com todas a medidas cabíveis (se é que existem),para não ser vitima novamente, mas esquecer.....impossível.
Virar a mesa, é reformulação total de vida e aprender a viver sem o traidor, apesar da dor continuar por um longo tempo.
Algumas mulheres julgam-se no direito de se vingarem , pois se sentem melhor e realizadas na sua mal fadada tentativa de se impor.
Opinião nossa: Não cremos nessa de revanche.Tentar refazer um relacionamento a fogo e ferro, no tête a tête,é por demais falso.A não ser que vc não tenha nada a perder.
Centrar-se. Ponderar, Pesar, escolher, este sim deve ser o melhor caminho para ajeitar as coisas dentro do seu coração, mesmso que isso demore um longo tempo.
Preferivél perder-se no sofrimento e chegar a um concenso, a ter que passar o resto da vida na dúvida.
Talvez aja falta de alguma coisa que o levou a isto, ou excesso de outras, e só saberá onde existe o erro com muito dialogo e por vezes resignação.
Não que temos que ser escravas do imprevisível,mas conhecedoras do que afeta a nossa relação.
Há mulheres que optam por aprenderem a "desgostar" como meu caso, e sou assumida quanto a isto, e há aquelas que querem"tentar novamente" Em qualquer um dos casos, é válida a tentativa, desde que estejamos felizes conosco.
Pense primeiramente em vc ,"o traído", o traidor, que me perdoe, vai para o fim da fila, e só depois de reavaliado, volta ou não ao seu posto.

Sandra e Mirinha

DESEJOS REPRIMIDOS( COMPLEXO DE CINDERELA)


Livro intrigante, e tive o prazer de le-lo. Abaixo, o link para baixa-lo


Por Rosemeire Zago




Complexo de Cinderela é a ambivalência entre a independência e a necessidade de ser amada. É como se as duas necessidades não pudessem existir, surgindo o conflito entre uma e outra. É a dependência emocional, ou seja, o desejo inconsciente de obter cuidados de outra pessoa (necessidade de dependência) e o medo da independência, de ficar sozinha.

Complexo de Cinderela é um conjunto de desejos reprimidos, memórias e atitudes distorcidas que se iniciam na infância, na crença da menina de que sempre haverá uma outra pessoa mais forte para protegê-la. Fomos criadas para depender de um homem e ficarmos apavoradas sem ele. Esta crença vai se solidificando, formando raízes, mantendo na mulher adulta um sentimento de incapacidade e inferioridade, que dificulta a consciência de suas mais profundas necessidades e desejos, pois inconscientemente os sabota e assim, permanece dependente.
Ao mesmo tempo em que desejamos nos libertarmos, também desejamos a salvação. Como Cinderela, as mulheres ainda esperam por algo ou alguém externo, que venha transformar suas vidas, ou seja, que venha salvá-las, como se fossem incapazes de salvar a si mesmas. O conflito existe entre o profundo desejo de ser protegida e cuidada, e sua necessidade em ter sua liberdade conquistada. Por exemplo, mulheres que desejam o divórcio, mas não têm coragem de pedi-lo. E muitas ignoram o que sentem e desejam, apesar dos sinais de sofrimento por conflitos internos profundos, mantendo a dependência, ainda que sofram por isso.
Pelo medo de enfrentar o fato de ser capaz de sustentar-se sozinha, não percebe que o comodismo é tudo, menos sinal de dignidade, impedindo assim seu próprio crescimento. É como se estivesse sempre duvidando de si mesma.
Mesmo com toda a mudança que vem ocorrendo ao longo dos anos, muitas mulheres continuam a desperdiçar seus talentos e potenciais, mantendo-se dependentes de alguém. Romper com uma estrutura de anos, reavaliar crenças, nem sempre é fácil para algumas mulheres. Apesar da mulher ter conquistado muitos espaços, algumas ainda se sentem sobrecarregadas, ou mesmo exploradas com tantas responsabilidades em suas costas, mas nada fazem para mudar.
O mais indicado é confrontar com a verdade, ou seja, identificar os sentimentos, encarar o conflito e assim, reconhecer o desejo de ser protegida e cuidada, mas reconhecendo ainda mais sua força e consciência do que é realmente capaz de realizar. Mesmo as mulheres que dizem sentir-se bem cuidando de si mesma, justificando que não precisam de ninguém, podem apenas estar mascarando seus mais profundos sentimentos. Afinal, quem não deseja que alguém cuide de nós? Quem não deseja colo? Ou seja, todas nós somos um pouco Cinderela. Mas nem por isso devemos permitir abrir mão de nossos sonhos, por mais esquecidos que estejam.

MEU COMPANHEIRO É UMA CRIANÇA GRANDE(SÍNDROME DE PETER PAN)


Aconselho a leitura deste livro, Já o li, e adorei,e quem quiser esta  ai o link para baixa-lo



http://files6.com/livro_sindrome_de_pete

por Fernando Torres

Peter Pan, o menino que não queria crescer, abarcou uma legião de seguidores em pleno século 21. São os “tios”, trintões e quarentões que ainda dependem dos pais, agem e se vestem como adolescentes, dedicam horas consideráveis à academia, adiam eternamente as responsabilidades (o casamento é uma delas), nunca param em um emprego e escondem a idade verdadeira a sete chaves. Soa familiar?
Esses eternos adolescentes sofrem da Síndrome de Peter Pan, um transtorno no qual as pessoas se recusam a aceitar sua idade real. “Eles têm uma visão distorcida do que é ‘normal’ para a sua idade e não conseguem cogitar a hipótese de assumir as obrigações da vida adulta”, explica a psicóloga Neila Costa. O resultado é um adulto imaturo, narcisista, egoísta e irresponsável – um menino em corpo de homem.
O problema da Síndrome de Peter Pan não é o envelhecimento físico (apesar de esta também ser uma luta da sociedade atual, como mostra o quadro ao lado). No caso da Síndrome, a dificuldade é de amadurecimento pessoal, em vários níveis psicológicos. “Na verdade, o lado moleque desse indivíduo revela a sua insegurança e o seu temor para lidar com situações que exijam maturidade” denuncia Neila.






HOMEM-MENINO
A rigor, a Síndrome de Peter Pan é predominante no sexo masculino. Apesar de não haver uma resposta universal para isso, entende-se que, por motivos biológicos, a mulher amadurece naturalmente mais cedo. O córtex pré-frontal das meninas, por exemplo, sai na frente em relação ao dos meninos. Por isso, elas conseguem desenvolver mais cedo o raciocínio abstrato e o controle dos impulsos. Com uma fase de amadurecimento mais tardia, o tempo possibilita ao menino “escolher”, por assim dizer, adiar essa etapa, o que leva ao desenvolvimento da Síndrome na construção de sua personalidade.
No entanto, a educação familiar e o contexto em que esse garoto viveu com certeza irão influenciar. “Uma mãe superprotetora, por exemplo, pode fortalecer essa tendência”, aponta a psicóloga Neila. Constatação óbvia: por trás de um homem-menino, é bem provável que haja uma mãe, que continua arrumando o seu quarto, dando palpite nas suas relações amorosas e ajudando-o financeiramente.
Se os homens são os “meninões” por excelência, são as mulheres que sofrem com isso – afinal, são elas que vão lidar com um parceiro infantilizado, que não está nem aí para o próprio comportamento. Mas, em geral, basta um rostinho bonito, um sorriso doce e uma dose de charme para Wendy cair na lábia de Peter Pan e voar com ele para a Terra do Nunca. Tudo vai bem, até ele resolver brincar de Capitão Gancho.
A armadilha se torna mais perigosa, se essa Wendy é, na verdade, uma Cinderela. É que, entre as mulheres, a tendência é o desenvolvimento do Complexo de Cinderela. Nessa síndrome, a mulher cresce acreditando na ilusão de que irá encontrar um príncipe encantado: o homem perfeito. Imagine a confusão se ela decide que esse parceiro irresistível é o Peter.





GORDINHAS E FELIZES.

Valei-me meu Deus! Que mania é esta agora de que pra ser linda tem de ter corpo de Barbie? Ah cá entre nós, essa Barbie ai, é magra por demais, não acham nã?.
Onde esses homens maravilhosos vão pegar nessa  criatura? Sentir o que?
Que me perdoem as muito magrinhas, pois as amo por demais, mas essa apologia á magreza ja está virando doença. Quantas milhares de mulheres, mais cheiinhas, são assumidamente belas, felizes como são, sem preconceito. Ja repararam que toda mulher mais cheiinha tem um belo rosto, e um sorriso maravilhoso?(As magrinhas também), mas o assunto hoje, é Excesso de fofura.
Bendito seja quem inventou essa frase. São fofas sim, em todos os sentidos: na simpatia, na lealdade, na sinceridade....
Fala sério! è verdade ou não é?
E querem saber, minhas amigas cheiinhas, temos lá os nossos pneuzinhos, mas aviões também tem pneus.( adoreikkkkkk).
O que não pode ser cometido é o erro do exagero, da falta de bom senso.
Uma saia rodada, por exemplo, não cairia bem né....mas ha loocks maravilhosos para as ditas gordinhas.
Quanto ao preconceito, este infelizmente, existirá até  sempre.
Mas  nada que um boa relação consigo mesma não resolva.
Adiante gordinhas do meu Brasil, juntem-se á outras fofuxas, que são felizes como são.
Beijossssssssssssss.
Sandra e Mirinha



Vamos fazer todos.kkkkk Não que sejamos gordinhas. Nós temos excesso de fofura, e somos muito gostosas kkk

12 de ago. de 2010

Mulheres possíveis

 
Achei hoje este texto muito interessante. E é ele exatamente o que sou neste momento, e quero partilha-lo com voces.Espero que gostem, e se sintam tão bem quanto eu.
beijinhos
 
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional,
mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana,vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas,namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia horadiariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros (ARTIGOS, rsrs).
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre
politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.Cinco dias!
Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar. Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. (que eu nem sei quem e o que é isso!)
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso,
francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida
interessante'.

Martha Medeiros - Jornalista e escritora